Tocantins - 24/10/2020 - 00:08

Ex-secretários de Palmas são presos e ex-prefeito Carlos Amastha tem sigilo bancário quebrado em operação da PF

Postado em 21/07/2020

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Quatro ex-secretários da prefeitura de Palmas foram alvos de mandados de prisão na manhã desta terça-feira (21) durante uma operação da Polícia Federal que apura superfaturamento e fraudes em contratos de locação de veículos. O ex-prefeito Carlos Amastha (PSB), que também é investigado na ação, teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a ele.

As apurações indicam que o o grupo, em parceria com empresários do ramo de locação de veículos, tenha fraudado licitações para desviar dinheiro público. Alguns dos investigados tiveram a prisão decretada por três dias e outros por cinco. Até às 12h, seis dos oito mandados de prisão já tinham sido cumpridos. 

O advogado que representa Carlos Amastha e Adir Gentil disse que está tomando conhecimento da decisão e vai se manifestar após conhecer as acusações. A defesa Cleide Brandão, disse que prestará maiores esclarecimentos ao longo desta terça feira e declarou que contribuirá com a justiça a fim de comprovar que inexiste relação e qualquer envolvimento dela nos crimes investigados. O escritório de Christian Zini não atendeu aos telefonemas.

Segundo a PF, os contratos suspeitos foram fechados em 2014, durante a gestão do ex-prefeito Carlos Amastha (PSB). A suspeita é que eles tenham se apropriado de mais de R$ 15 milhões.

Endereços do ex-prefeito Carlos Amastha foram alvo de busca e apreensão — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Ex-prefeito Carlos Amastha

A investigação indica que inicialmente a ata de registro de preços foi realizada pela Prefeitura de Porto Nacional, município vizinho a Palmas, durante a gestão de Otoniel Andrade.

A suspeita de fraude é motivada pelo fato de que três empresa apresentaram propostas para a licitação, mas apenas uma delas compareceu ao pregão presencial. Isso, segundo a PF, indica que o contrato pode ter sido direcionado. Além disso, as outras empresas apresentaram orçamentos com diferença constante de 2,3955% sobre as propostas da vencedora.

Após a realização da licitação em Porto Nacional, a prefeitura de Palmas optou por aderir a mesma ata de preços. O contrato ficou em vigor até 2018. Neste período a prefeitura de Porto Nacional pagou R$ 470 mil pelo aluguel dos veículos enquanto em Palmas os pagamentos passaram da marca de R$ 24 milhões.

Além dos presos, foram realizadas buscas nos imóveis de empresários e políticos nas duas cidades, incluindo as residências de Carlos Amastha e Otoniel Andrade. O G1 tentou contato com Otoniel Andrade para comentar a operação, mas as ligações não foram atendidas.

O que diz Carlos Amastha

Após a operação ser deflagrada, o ex-prefeito de Palmas publicou nas redes sociais um vídeo em que critica a ação. Ele afirma que os investigadores escreveram uma acusação de forma a “iludir o juiz” para que ele autorizasse as buscas e prisões. Amastha afirmou que “O direito de investigar é sagrado e é uma obrigação”, mas questionou a forma como foi tratado pela Polícia Federal no inquérito.

“Eu apareço novamente como chefe de uma quadrilha e tem que rir. Tem que rir para não chorar”, afirmou. “Não entrei para isso na política. Nunca vai [SIC] encontrar nada que desabone a minha gestão”, disse ele.

Agentes da PF cumprem mandados de prisão, busca e apreensão durante a operação Carta Marcada — Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera

Veja abaixo quem teve a prisão decretada na operação

Por cinco dias

  1. Adir Cardoso Gentil – ex-secretário – preso
  2. Chistian Zini Amorim – ex-secretário – preso
  3. Claudio de Araújo Schuller – ex-secretário – preso
  4. Marco Zancaner Gil – empresário – ainda não se apresentou

Por três dias

  1. Luciano Valadares Rosa – empresário – ainda não se apresentou
  2. Carlo Raniere Soares Mendonça – empresário – preso
  3. Cleide Brandão Alvarenga – ex-secretária – presa
  4. José Emilio Houat – empresário – preso. (Fonte: G1-TO)

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