Tocantins - 02/12/2020 - 09:11

Polícia Federal cumpre ordens para afastar dois prefeitos suspeitos de fraude no transporte escolar

Postado em 05/08/2020

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Também estão sendo cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão. Investigações têm como alvo as prefeituras de Peixe e Cristalândia; ação foi chamada de Direct.

A Polícia Federal saiu às ruas na manhã desta quarta-feira (5) para cumprir mandados de prisão, busca e apreensão, além do afastamento de dois prefeitos do Tocantins e um servidor público. A operação busca desarticular um suposto esquema de fraudes no transporte escolar. Os contratos investigados passam de R$ 13 milhões. A ação foi chamada de Direct.

Foram afastados dos cargos o prefeito de Peixe, José Augusto Bezerra Lopes (DEM), e prefeito de Cristalândia, Cleiton Cantuário Batatinha (PSB). As investigações da polícia federal apontam que os prefeitos supostamente estavam recebendo propina de uma empresa que presta serviços de transporte escolar desde 2017.

G1 ainda tenta contato com a defesa dos investigados.

A informação é de que a empresa teria vencido licitações após direcionamento. Segundo as investigações foram encontrados vários depósitos de propinas em contas bancárias que seriam ligadas aos prefeitos, no mesmo período em que ocorreram as contratações.

A ordem de prisão é contra um empresário de Aliança do Tocantins que ainda está sendo procurado pelos agentes. Segundo a PF, durante as investigações foi constatado que a empresa não tinha funcionários, o que indica se tratar de negócio de fachada.

Ao todo são cumpridos um mandado de prisão preventiva e nove ordens de busca e apreensão nas cidades de Aliança do Tocantins, Peixe e Cristalândia, além das ordens de afastamento para os dois prefeitos e um servidor que é chefe de licitação em um dos municípios.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. São 42 policiais federais envolvidos nessa operação. O afastamento dos prefeitos é imediato e por tempo indeterminado.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, desvio de verbas públicas, corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão. O nome da Operação faz referência à relação “direta” e pessoal existente entre o empresário e os agentes públicos, com a existência de favorecimentos entre as partes.

Problemas no transporte escolar

A situação do transporte escolar em Peixe vem sendo alvo da Justiça e do Ministério Público há alguns anos. O MPE iniciou uma ação civil pública em 2019 após alunos da área urbana e da zona rural ficarem sem os ônibus na volta às aulas.

Também ocorreram várias reclamações sobre a situação do transporte e a falta de vistoria nos ônibus. Além disso, a empresa que administra o serviço teria deixado de realizar pagamento para os motoristas e donos dos carros.

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