MATEIROS: Saúde Municipal realiza Dia D de enfrentamento à hanseníase

por Wenina — 29/01/2024 às 10:19 — em Cidades, Destaques

A ação faz parte da estratégia de conscientização para eliminar os preconceitos e reforçar a importância do diagnóstico precoce, que pode possibilitar a cura

A hanseníase é uma doença crônica, que pode afetar qualquer pessoa. Caracterizada por alteração, diminuição ou perda da sensibilidade térmica, dolorosa, tátil e força muscular, principalmente em mãos, braços, pés, pernas e olhos e pode gerar incapacidades permanentes.

Visando o combate e prevenção à Hanseníase, a equipe da Unidade Básica de Saúde Cristo Rei, em Mateiros, realizou nesta sexta feira, 26, o Dia D de enfrentamento à doença, com palestras e roda de conversa, atendimento de enfermagem e orientações à população e à equipe de saúde, com a participação da equipe médica e de enfermagem, farmacêutico e psicóloga.

O público alvo foi composto pelos pacientes confirmados de Hanseníase e seus contatos (familiares residentes do mesmo domicílio), população em geral e profissionais da saúde. Conforme destacou a secretária municipal de Saúde, Cailane Menezes, o intuito além de informar sobre a doença e o tratamento, foi também orientar sobre a abordagem profissional frente a esses pacientes.

O diretor da Atenção Básica, Isaque Maia, disse que diagnosticar cedo é o elemento mais importante para evitar transmissão, complicações e deficiências. “Quanto mais cedo for o diagnóstico da hanseníase melhor, porque o tratamento cura a doença, interrompe a transmissão e previne as sequelas. É muito importante procurar um serviço de saúde quando há sintomas e espalhar essas informações para que todos saibam se cuidar”, declarou.

A psicóloga do Cras, Hemily Quental, que também esteve participando, ressaltou que trabalhar com o público que convive em sofrimento psíquico devido o estigma social e preconceito que existe acerca da hanseníase, é de extrema importância. “Além das manchas físicas que a doença pode causar na pele, no campo psicológico deve-se trabalhar os sentimentos que podem fazer parte desse contexto como a solidão, vergonha, angústia, o medo de expor o corpo. Além de, educar a população combatendo o preconceito e promover o fortalecimento do apoio familiar”, comentou.

Também conduziram o momento os médicos Danelis Martins e Gustavo Mendonça e a enfermeira da Estratégia e Saúde da Família, Geice Ranna.

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