Maternidade é vistoriada pelo Ministério Público após grávida e bebê morrerem em parto

por Wenina — 01/11/2024 às 10:03 — em Cidades, Destaques

Karle Cristina e seu bebê Lorenzo morrem na quarta-feira (30), após o parto. Grávida chegou a procurar o hospital duas vezes com dores.

Após denúncias sobre a morte de Karle Cristina Vieira Bassorici e seu bebê, o Ministério Público do Tocantins realizou vistoriais no Hospital e Maternidade Dona Regina, nesta quinta-feira (31). Durante a ação, o promotor Thiago Vilela solicitou cópias de prontuários médicos e outras documentações. Karle estava com 38 semanas de gestação e teve complicações durante o parto.

Conforme a família, Karle foi ao Dona Regina na noite de terça-feira (29) por volta das 21h30, com queixa de febre e dores lombares. Ela recebeu medicação e foi liberada. No dia seguinte ela voltou ainda com dores, mas desta vez com sangramento. Foi feito o parto, mas o bebê já estava morto, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Karle morreu horas depois.

O Ministério Público informou que a vistoria busca identificar possíveis falhas na prestação de serviços do hospital e ausência de especialistas. O promotor solicitou relatórios das Comissões de Óbito e de Ética Médica e documentos da Corregedoria do Dono Regina relacionados ao falecimento da gestante.

O MP também pediu informações sobre o número de profissionais de saúde na maternidade, que possuem especialidades de obstetrícia e pediatria, a escala de plantonistas e o número mensal de atendimentos, detalhando os partos realizados. A diretoria da unidade tem 15 dias para enviar as informações solicitadas.

O promotor também esteve na sede da SES, onde o secretário Carlos Felinto Júnior, informou quais medidas tem tomado sobre o assunto e anunciou que o aumento nas indenizações aos plantonistas, que está previsto para ser publicado no Diário Oficial desta quinta-feira.

Em nota, a SES informou que “trabalha de forma estratégica para fortalecer a rede hospitalar sob sua gestão, em especial ao Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), unidade de alta complexidade referência para a macrorregião sul do Tocantins”.

A SES-TO pontuou ainda que está prevista para publicação, no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (31) a instituição de Indenização por Procedimentos Obstétricos, com valores específicos para a maternidade Dona Regina. A expectativa é suprir as lacunas de médicos especialistas e estimular as equipes.

Morte de grávida

Karle era técnica em enfermagem e tinha 30 anos. Ela e seu marido esperavam a chegada de seu filho, Lorenzo. A família afirma que no dia em que ela foi atendida no hospital, a médica não solicitou exames para identificar as causas da febre, nem o estado clínico da mãe e do bebê.

Depois de apresentar sangramentos, a Karle foi encaminhada para o centro cirúrgico, pois os batimentos cardíacos do bebê estavam fracos e o parto foi realizado às 7h45. O prontuário do atendimento não foi entregue para a família.

A família contesta a informação de que Lorenzo era natimorto. De acordo com o advogado, inicialmente eles foram informados que o bebê nasceu com vida e tinha sido submetido a procedimentos de reanimação. Em seguida, a equipe médica relatou o óbito do recém-nascido, mas mesmo assim foi feita uma certidão de natimorto.

Ainda segundo o advogado, o Hospital informou que o corpo de Karle seria encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbitos. A família questionou a decisão e pediu que fosse encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), para que os exames necroscópicos apontassem a causa da morte dela. Por isso, foram orientados a registrar o boletim de ocorrência. (Fonte G1TO)

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