Governo do Brasil assegura integridade da etapa discursiva do CPNU 2

por Jornal Folha do Jalapao — 06/12/2025 às 09:05 — em Geral

Mais de 22 mil pessoas atuam na logística, vigilância e distribuição das provas, em operação coordenada por MGI, SENASP, Enap e FGV, com apoio da PF, PRF, Abin, Força Nacional e forças estaduais, para um concurso diverso, seguro e acessível em todas as regiões do país

O governo federal mobiliza, novamente, uma rede operacional nacional integrada de segurança e logística para que as provas discursivas da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), que serão aplicadas neste domingo (7/12), cheguem a cada sala de prova e a cada participante. A operação mobiliza mais de 22 mil pessoas em todo o território nacional, sendo 11 mil apenas das forças de segurança, e demonstra o compromisso do Estado brasileiro em construir um modelo de seleção pública mais eficiente, justo e representativo da diversidade do país.

A logística do CPNU 2 é parte de uma grande operação nacional coordenada pelo MGI, pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJSP), pela Enap e pela FGV, com apoio direto da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Força Nacional, Inep, e forças estaduais de segurança dos 26 estados e do Distrito Federal.

Esse esforço logístico permite que o CPNU 2 chegue a regiões longínquas ou de difícil acesso, garantindo igualdade de condições para quem vive em áreas distantes dos grandes centros. No Amapá, por exemplo, as provas serão transportadas com acompanhamento da PRF e da FGV até Oiapoque, viabilizando a realização da prova para duas mulheres classificadas. O mesmo esforço será dispensado para a cidade de Uruguaiana (RS), com 11 pessoas candidatas, e para garantir a participação das seis pessoas classificadas em Breves (PA), na Ilha do Marajó, bem como todos os 26 municípios com até dez pessoas classificadas. Inclusão, neste concurso, significa mobilizar diferentes forças do Estado brasileiro para que mesmo uma única pessoa candidata não seja impedida de participar.

A segurança é tratada como parte estrutural da logística. Aprendizados anteriores mostraram que é indispensável trabalhar lado a lado com as aplicadoras. A FGV não executa o processo sozinha: o modelo depende da articulação entre instituições, da vigilância permanente das provas e do envolvimento de órgãos de segurança pública. Por isso, desde a primeira edição, o CPNU opera uma rede de governança integrada. Mesmo com menos locais de prova em cada cidade nessa fase, milhares de profissionais continuam atuando para garantir a integridade do certame.

No dia 7 de dezembro, todo o processo será novamente acompanhado em tempo real no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), em Brasília, onde estarão reunidos representantes de todas as forças envolvidas, além de equipes do MGI, Enap e FGV.

Fluxo operacional das provas

As provas já estão sendo distribuídas em todo o país. Muitas unidades já estão armazenadas na PRF, sob vigilância durante 24h. A partir daí, elas seguem para os 228 municípios de aplicação. No domingo, dia 7 de dezembro, ocorre a entrega aos pólos de aplicação e ainda no domingo começa o recolhimento para as digitalizações e correções.

Cerca de 42 mil pessoas classificadas realizarão a prova discursiva simultaneamente em 290 polos de aplicação, distribuídos por 228 cidades nas 27 unidades da Federação. A localização dos polos priorizou a redução de deslocamentos e o acesso facilitado aos locais de prova.

Tabela divulgação.

Tabela divulgação.

Entre os maiores polos de aplicação estão:

Estrutura do concurso e blocos temáticos

O CPNU 2 oferece 3.652 vagas, distribuídas em 32 órgãos federais, sendo 3.144 vagas de nível superior e 508 de nível médio, organizadas em nove blocos temáticos que agrupam carreiras de áreas afins, como Seguridade Social; Infraestrutura, Engenharia e Arquitetura; Justiça e Defesa; Administração e Governança; Desenvolvimento Socioeconômico; Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia; Saúde e Regulação.

O modelo facilita a escolha de carreiras dentro de um mesmo eixo e segue diretrizes de transparência e racionalização dos concursos públicos federais.

A estrutura do CPNU 2 inclui:

Inclusão, diversidade e ações afirmativas

O CPNU 2 aplica integralmente um dos sistemas de ações afirmativas mais abrangentes do país:

A segunda etapa do CPNU 2 mostra um avanço consistente nas políticas de inclusão e democratização do acesso ao serviço público federal e confirma a eficácia da nova Lei de Cotas (Lei nº 15.142/2025) e do modelo de seleção unificado adotado pelo MGI.

Mecanismos de acessibilidade garantem plena participação, incluindo provas em braile, videoprova em Libras, letras ampliadas, softwares leitores de tela, mesas adaptadas, guia-intérprete, tempo adicional, lactantes com sala reservada, cuidado com dispositivos metálicos e procedimentos específicos para doenças infectocontagiosas diagnosticadas após a inscrição.

Para a etapa das provas discursivas, foi prevista a política de equidade de gênero.  As mulheres representam 57% das pessoas classificadas para a segunda fase: 24.275 candidatas.

Regras de segurança e conduta no dia da prova

Mensagem do MGI às pessoas candidatas

O MGI orienta que cada candidato e candidata chegue ao dia da prova com calma. Quem alcançou a segunda fase já superou uma etapa extremamente rigorosa e competitiva. Agora é o momento de mostrar o melhor desempenho. O governo federal assegura que todo o aparato de logística, segurança e governança está sendo executado para garantir condições plenas de prova, isonomia e tranquilidade.

Cronograma

Fonte: Agência Gov

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