Governo do Tocantins e Prefeitura de Palmas alinham estratégias para fortalecer o enfrentamento às arboviroses

por Jornal Folha do Jalapao — 13/02/2026 às 08:17 — em Estado

Reunião técnica entre estado e município analisa dados epidemiológicos e define áreas prioritárias para receber nova tecnologia no combate a dengue, zika e chikungunya

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES/TO), realizou, nessa quarta-feira, 11, uma reunião técnica com representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) para analisar a situação das arboviroses no município e planejar novas estratégias de prevenção e controle. O encontro promovido pela Diretoria de Vigilância das Doenças Vetoriais e Zoonoses é a primeira etapa para implementação do Método Wolbachia.

Neste primeiro encontro, foram avaliados indicadores epidemiológicos, como número de casos notificados e o histórico de transmissão de dengue, zika e chikungunya. A partir dessa análise, foi realizada a estratificação de risco, que permite identificar as áreas com maior vulnerabilidade e definir onde serão priorizadas as ações, para a implantação do Método Wolbachia.

De acordo com a analista em saúde e bióloga da Secretaria Municipal de Saúde, Renata Ribeiro da Silva Braga, o processo representa um avanço importante no controle das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. “A estratificação de risco integra as novas tecnologias de controle vetorial preconizadas pelo Ministério da Saúde. Com essa metodologia, conseguimos aprimorar nossas estratégias de prevenção, identificando com precisão as áreas mais críticas do município. Esse é o primeiro passo para a implantação de tecnologias inovadoras, como o Método Wolbachia, que está sendo discutido nesta reunião”, destacou.

“O Método Wolbachia é uma importante ferramenta de controle vetorial. Ele se soma às ações que já realizamos no combate à dengue, zika e chikungunya, ampliando nossa capacidade de prevenção. A expectativa é que, com essa estratégia integrada, possamos reduzir de forma significativa à incidência dessas doenças na população”, afirmou a analista em saúde da Vigilância Epidemiológica do Município de Palmas, Martânia Moura Corrêa Ferreira.

“Esse trabalho conjunto entre o estado e o município é fundamental para fortalecer a vigilância em saúde e garantir respostas mais rápidas e eficazes no enfrentamento às arboviroses. Palmas será o primeiro município tocantinense a implantar o Método Wolbachia, mas todos os demais municípios também serão capacitados para utilizar essa estratégia inovadora, que vai nos ajudar a reduzir os casos das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, destacou a diretora de Vigilância das Doenças Vetoriais e Zoonoses da SES/TO, Mary Ruth Batista Glória Maia.

Entenda o método

A Wolbachia é uma bactéria presente em cerca de 60% dos insetos, inclusive em alguns mosquitos. No entanto, não é encontrada naturalmente no Aedes Aegypti. Quando presente neste mosquito, a bactéria impede que os vírus da dengue, da zika, da chikungunya e da febre amarela se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução das doenças.

O método funciona assim: mosquitos Aedes Aegypti com Wolbachia são liberados para que se reproduzam com os Aedes Aegypti locais estabelecendo, aos poucos, uma nova população dos mosquitos, todos com Wolbachia.

Com o tempo, a porcentagem de mosquitos que carregam a Wolbachia aumenta, até que permaneça estável, sem a necessidade de novas liberações. Este efeito torna o método autossustentável e uma intervenção acessível a longo prazo.

Os Wolbitos, como são chamados, não são transgênicos, ou seja, não há qualquer modificação genética no método, e também não transmitem doenças. A wolbachia não pode ser transmitida para humanos ou outros mamíferos.

Fonte: Secom-TO

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