PCTO cumpre prisões e procura foragida na Operação Falsa Emergência; Gestão acompanha

por Jornal Folha do Jalapao — 10/06/2026 às 12:43 — em Cidades

Investigação apura suposta ocultação de provas e interferência em apuração sobre contrato das UPAs no valor de R$ 139 mi entre a Prefeitura de Palmas e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor), cumpriu dois mandados de prisão preventiva no âmbito das investigações decorrentes da Operação Falsa Emergência. De acordo com a corporação, após a primeira fase da operação, deflagrada em 21 de maio, foram reunidos novos elementos de informação que apontam, em tese, para a continuidade de práticas destinadas à ocultação de provas, interferência na produção probatória e alinhamento de versões entre os investigados, o que motivou o pedido das prisões ao Poder Judiciário.

As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas. Além dos dois detidos, foi expedido um mandado de prisão preventiva contra Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada pelas investigações como articuladora dos interesses da organização social e uma das principais operadoras do esquema. Como ela não foi localizada durante as diligências das forças de segurança, passou a ser considerada foragida da Justiça.  A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa contribuir para a localização da foragida seja repassada às forças de segurança pelos telefones (63) 3901-7202 ou (63) 3901-7203. O sigilo da identidade do denunciante é garantido.

Nota da Prefeitura de Palmas

Em nota oficial encaminhada à imprensa por volta das 10 horas desta quarta-feira, 10, a Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria Geral do Município, informou que acompanha a operação realizada pela Polícia Civil do Tocantins e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar. Na ação desta quarta-feira, 10, foram presos preventivamente a titular da Secretaria Municipal da Saúde de Palmas, Dhieine Caminski e de um outro servidor da Pasta.

A investigação se debruça sobre o contrato firmado entre a Prefeitura de Palmas e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, cujo valor global atinge R$ 139.197.927,12 por um período de 12 meses. O acordo já era alvo de contestação e acompanhamento por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE/TO), que em abril havia intimado a gestora a prestar esclarecimentos e recomendado cautela na execução do contrato para não comprometer o atendimento à população.

O espaço permanece aberto para a manifestação das defesas dos citados.

O espaço permanece aberto para a manifestação da Prefeitura de Palmas, da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba e das defesas dos citados.

Fonte: T1-Notícias

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