Artesanato em capim-dourado e projeto do TO ganham destaque em evento da UnB

por Jornal Folha do Jalapao — 13/07/2026 às 15:06 — em Estado

Durante as atividades, a exposição de peças produzidas com capim-dourado atraiu a atenção do público pela viabilidade econômica e preservação da identidade cultural das comunidades tradicionais

O Tocantins foi um dos destaques no encerramento do 1º ciclo de incubação do Laboratório de Tecnologias Sociais (LABTS), realizado na capital federal. O evento, promovido pela Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a Fundação Banco do Brasil, reuniu pesquisadores, mentores e representantes de projetos sociais de várias regiões do país para a apresentação de resultados e troca de metodologias de inclusão produtiva.

A delegação tocantinense foi composta pela idealizadora do projeto Mulheres Empreendedoras da Amazônia, Núbia Dourado, pela mestra artesã quilombola Durvalina Ribeiro e pela artesã indígena Suelene Xerente. Durante as atividades, a exposição de peças produzidas com capim-dourado atraiu a atenção do público pela viabilidade econômica e preservação da identidade cultural das comunidades tradicionais do estado.

O projeto Mulheres Empreendedoras da Amazônia atua diretamente no fortalecimento da bioeconomia e da economia criativa no Tocantins. A iniciativa mapeia e apoia o trabalho de mulheres indígenas e quilombolas que utilizam matérias-primas como o capim-dourado, o buriti e sementes nativas. Entre as ações já executadas estão oficinas de capacitação, feiras culturais, o cadastramento de artesãs em uma plataforma digital e a produção de uma websérie documental sobre o setor.

Durante o encerramento das atividades, o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Catelo, ressaltou o papel dessas iniciativas para o desenvolvimento local e a importância de sistematizar as práticas para que possam ser replicadas em outros estados. A instituição, que completa 40 anos de atuação, mantém o programa de certificação de tecnologias sociais há duas décadas.

Com o fim deste primeiro ciclo de incubação, as propostas selecionadas passaram por análise metodológica e acompanhamento técnico para avaliar os impactos gerados. O LABTS informou que o encerramento da etapa de formação não encerra as atividades de monitoramento, e o laboratório continuará prestando suporte técnico para o aprimoramento e expansão dos projetos participantes.

Fonte: T1-Notícias

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