Mulheres são maioria do eleitorado tocantinense, mas ainda têm baixa representatividade na política

por Jornal Folha do Jalapao — 22/07/2026 às 08:04 — em Estado

Dos mais de 1,18 mi de eleitores tocantinenses, 601.991 são mulheres e 580.316 são homens (49,08%). No entanto, nas últimas eleições gerais, elas ocuparam apenas quatro das 35 vagas em disputa no TO

Apesar de representarem a maioria do eleitorado no Tocantins — com 50,92% dos votantes aptos para as Eleições Gerais de 2026 —, as mulheres continuam enfrentando uma forte sub-representação nos cargos políticos do estado. Dos mais de 1,18 milhão de eleitores tocantinenses, 601.991 são mulheres e 580.316 são homens (49,08%). No entanto, nas últimas eleições gerais, elas ocuparam apenas quatro das 35 vagas em disputa no estado.

O contraste entre a maioria nas urnas e a minoria nos espaços de poder fica evidente ao comparar os dados divulgados pela Justiça Eleitoral do Tocantins. Enquanto o eleitorado feminino cresceu 1,7% em relação a 2024 e 8,1% na comparação com 2022, a presença feminina nas candidaturas registradas no último pleito geral foi de apenas 34,8%.

Força feminina nos maiores colégios eleitorais

A prevalência do eleitorado feminino é ainda mais marcante nos principais municípios tocantinenses:

Perfil etário e voto facultativo

A maior fatia das eleitoras é composta por jovens adultas entre 25 e 29 anos (62.952), seguidas pelas faixas de 40 a 44 anos (62.147) e de 30 a 34 anos (61.675).

Entre os votos facultativos, as adolescentes de 16 e 17 anos somam 12.176 eleitoras (51,66% do grupo). Já entre os idosos com mais de 70 anos, as 51.396 mulheres registradas passam a ser minoria, representando 49,42% do total.

 

Programa +Mulher +Democracia

Para tentar mudar esse cenário de desigualdade nos espaços de decisão, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) desenvolve o programa +Mulher +Democracia, promovendo debates nos municípios para incentivar novas candidaturas femininas.

Além disso, a legislação eleitoral (regulamentada pela Resolução nº 23.754/2026 do TSE) exige a cota de gênero, estabelecendo que cada partido ou federação preencha entre 30% e 70% das candidaturas proporcionais com cada gênero. Com o início das convenções partidárias nesta segunda-feira, 20, a expectativa da Justiça Eleitoral é de que o volume de candidatas cresça rumo a uma efetiva equidade de gênero na política estadual.

Fonte: T1-Notícias

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