Manifestação em Palmas pede “Justiça por Gustavo”

por Gisele Burjack — 07/08/2026 às 13:33 — em Cidades

Caminhada percorreu ruas da capital para cobrar resposta no caso do garoto e pedir o fim da Lei de Alienação Parental.

Palmas foi palco, nesta quinta-feira, 6, de uma manifestação popular que reuniu cerca de 200 pessoas na mobilização #JustiçaPorGustavo. O ato, organizado por familiares e apoiadores do menino Gustavo. de 3 anos de idade, percorreu as ruas da capital em um gesto coletivo de solidariedade e cobrança por respostas dos órgãos oficiais.

A concentração teve início na região de Taquaralto. Ao longo do percurso pelas avenidas da capital, moradores de diferentes quadras se juntavam ao grupo, que seguiu até a clínica MedPrev, na Avenida Siqueira Campos. Ali, o contingente se uniu a outros manifestantes que já aguardavam no local. Em seguida, a caminhada prosseguiu rumo ao Fórum de Palmas, marcada por palavras de ordem, faixas e momentos de comoção.

Vestidos com camisetas brancas ou personalizadas, os participantes levantaram duas pautas centrais: o pedido de justiça para Gustavo e o fim da Lei de Alienação Parental — mecanismo apontado por ativistas como um instrumento que, na prática, pode ser utilizado para prejudicar a proteção a crianças e adolescentes. “Juntos somos mais fortes. Gustavo não está sozinho!”, entoavam os manifestantes ao longo do trajeto.

A mobilização foi coordenada por Priscila Feitosa, madrinha da criança, e se consolidou como um dos atos mais expressivos de defesa dos direitos da infância registrados recentemente na capital. Para os organizadores, a adesão popular reforça que o caso simboliza a realidade de diversas famílias que enfrentam dilemas semelhantes e cobram maior celeridade do sistema de justiça.

Entenda

A morte do menino Gustavo está sendo investigada pela Polícia Civil do Tocantins. Na madrugada desta quinta-feira, 6, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza (pai de Gustavo) e a companheira dele, Kathellen Moreira, foram presos preventivamente. O pai havia alegado afogamento, mas o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou múltiplas agressões e violência sexual.

Fonte: T1-Notícias

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