Caso Gustavo avança para novos interrogatórios

por Jornal Folha do Jalapao — 10/08/2026 às 15:05 — em Estado

Com a prisão preventiva do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e de sua companheira, Kathellen Moreira da Silva, a investigação sobre a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, entra em uma nova fase em Palmas. As próximas etapas incluem a conclusão dos laudos periciais, novos interrogatórios e o encaminhamento do inquérito ao Ministério Público do Tocantins (MPTO).

O caso foi registrado no dia 3 de agosto, após o pai procurar a Polícia Civil para comunicar a morte do filho. Inicialmente, ele afirmou que o menino havia se afogado na piscina da residência. No entanto, segundo a investigação, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) não identificou sinais de afogamento e apontou que a criança morreu após sofrer múltiplas agressões, além de apresentar indícios de violência sexual.

Igor e Kathellen foram presos preventivamente pela Polícia Civil na madrugada de quinta-feira, 6, em uma residência de Palmas. Eles são investigados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura. Kathellen também é investigada por suposta omissão na condição de garantidora legal, já que, conforme a polícia, participava dos cuidados diários da criança e estava no imóvel no período em que ocorreu a morte.

Novos interrogatórios e conclusão do inquérito

A investigação está sob responsabilidade da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas.

O delegado Eduardo Menezes informou que o pai e a madrasta deverão ser interrogados novamente. A intenção é confrontar as versões apresentadas pelos investigados com as conclusões do laudo pericial definitivo, que, segundo a Polícia Civil, afastou a hipótese de afogamento e identificou sinais de espancamento e tortura.

Após a realização das diligências restantes, a Polícia Civil deverá concluir o inquérito e encaminhá-lo ao MPTO. Caberá ao Ministério Público analisar as provas reunidas, solicitar novas diligências, se considerar necessário, ou apresentar denúncia à Justiça.

Caso poderá ser submetido ao Tribunal do Júri

Caso a denúncia por homicídio qualificado seja apresentada e aceita pela Justiça, o processo entrará na fase de instrução. Nessa etapa, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, peritos do IML e os próprios acusados, que também poderão apresentar suas versões e provas.

Ao final da instrução, o juiz deverá decidir se existem elementos suficientes para pronunciar os réus, determinando que sejam julgados pelo Tribunal do Júri. O magistrado também poderá adotar outras decisões previstas em lei, como a impronúncia, a absolvição sumária ou a desclassificação do crime.

Somente após eventual decisão de pronúncia e o encerramento dos recursos cabíveis será marcada a sessão do júri popular.

Fonte: Gazeta do Cerrado

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