Baixa umidade do ar exige cuidados redobrados com saúde

por Jornal Folha do Jalapao — 20/08/2026 às 14:14 — em Cidades, Destaques

Umidade relativa do ar está entre 12% e 20% na Capital, índice considerado muito abaixo dos níveis ideais de umidade

Nos últimos 30 dias, Palmas contabilizou 123 focos de incêndio, enquanto os índices de umidade relativa do ar têm variado, em média, entre 12% e 20%, bem abaixo dos níveis considerados ideais. A combinação de calor intenso, fumaça das queimadas e ar seco pode favorecer o agravamento de problemas respiratórios e aumentar outros riscos à saúde. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) alerta a população sobre os riscos à saúde associados à baixa umidade do ar.

Com a umidade relativa do ar variando entre 12% e 20%, classificada como grau de severidade “Perigo”, e temperatura máxima de 36,8°C na última terça-feira, 19, a Semus orienta a população a redobrar os cuidados com a saúde. Acima do grau “Perigo”, existe apenas mais um nível na escala: o de “Grande Perigo”, quando a umidade fica ainda mais baixa.

O monitoramento é realizado diariamente pela Diretoria de Vigilância Ambiental e Unidade de Controle de Zoonoses (DVAUCZ), por meio da Coordenação Técnica de Vigilância Ambiental, no âmbito do Programa Municipal Vigidesastres. A equipe acompanha as condições climáticas e ambientais e os principais agravos de saúde relacionados ao período de estiagem, entre eles doenças respiratórias e acidentes com animais peçonhentos. Com base nesse acompanhamento, a Semus emite alertas em saúde, informes epidemiológicos semanais e recomendações técnicas à população.

O que o ar seco faz com o corpo
A coordenadora da Vigilância Ambiental da Semus, bióloga Lana Rúbia, destaca que o cenário atual favorece não só o agravamento de doenças respiratórias, mas também desidratação, irritação nos olhos e na pele, alterações cardiovasculares e maior risco de acidentes com animais peçonhentos, que costumam circular mais em busca de água e sombra durante a seca.

Ela explica que a fumaça das queimadas somada ao ar seco irrita as vias respiratórias e favorece o agravamento de doenças como asma, bronquite, rinite e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), com aumento de sintomas como tosse, falta de ar, olhos irritados, garganta seca e até sangramento nasal quadro que tem levado mais gente a procurar os serviços de saúde do município.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares fazem parte dos grupos mais vulneráveis e precisam de atenção redobrada nesse período.

Desidratação
Um dos alertas mais importantes da Semus é sobre a desidratação, que atinge principalmente crianças e idosos justamente porque esses grupos nem sempre sinalizam sede com clareza. Por isso, a orientação da Vigilância Ambiental é não esperar que a pessoa peça água, o ideal é oferecer líquidos regularmente ao longo do dia, mesmo sem pedido explícito.

Cuidado extra com animais peçonhentos
A estiagem também altera o comportamento da fauna urbana. A Vigilância Ambiental alerta para o aumento da circulação de animais peçonhentos em busca de água e abrigo, recomendando manter quintais e terrenos limpos, retirar entulhos e folhas secas acumuladas e vedar frestas em portas, janelas e ralos. Em caso de acidente com esse tipo de animal, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Cuidados
A mensagem da Secretaria Municipal da Saúde é direta: o período de estiagem em Palmas não deve ser encarado apenas como desconforto passageiro. Pequenos cuidados diários, como manter-se hidratado, proteger olhos e pele, evitar exposição à fumaça e ao sol nos horários mais quentes, e cuidar do entorno de casa, fazem diferença na prevenção de agravos respiratórios, desidratação e acidentes ligados à seca. Diante de qualquer sintoma persistente, a orientação é clara: procure uma unidade de saúde.

Fonte: Secom Palmas

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