ESPECIAL: Dona Maria Vilani, uma história de amor que se multiplicou em 15 filhos

por Wenina — 24/08/2026 às 13:22 — em Aparecida especial - 31 anos, Destaques

Entre o trabalho na roça, a criação dos filhos e grandes perdas, dona Maria Vilani construiu uma história de força, fé e dedicação à família.

Aparecida do Rio Negro, assim como as demais cidades da região, conta com personagens que são verdadeiras histórias vivas. Seja em suas famílias, no amor, no carinho, nos gestos de solidariedade, no trabalho, no serviço prestado, são pessoas que viveram e vivem intensamente e que são o verdadeiro motivo pelo qual o Jornal Folha do Jalapão vive: a missão de transformar fatos e trajetórias em inspiração para todos.

Uma dassas histórias é a de dona Maria Vilani Alves da Silva de Jesus, da Fazenda São Pedro, em Aparecida do Rio Negro, é marcada por trabalho, fé, desafios e, sobretudo, pelo amor dedicado à família.

Ela dedicou uma vida inteira de cuidado aos 15 filhos, enfrentando as dificuldades do cotidiano e construindo, ao lado do marido, Pedro Batista, conhecido como Pedro Sapucaia, uma trajetória que hoje se transforma também em memória para filhos, netos e toda a comunidade.

Cearense, dona Vilani casou-se aos 17 anos e, ainda muito jovem, iniciou uma nova etapa da vida, longe da família. Ao longo dos anos, vieram os filhos, o trabalho na roça, os cuidados com a casa e os desafios que fizeram parte de sua caminhada.

Mãe de José (in memoriam), Maria (in memoriam), Evaristo, Eudes, Elton, Wilton, Élcio, Elza, Paulo, Evangelista, Ana Clésia, Lucas, Daniel, Samuel e João Orlando (in memoriam), ela considera os filhos a maior riqueza e o sentido mais profundo de sua existência.

A maternidade, porém, também foi acompanhada por momentos de dor. Dona Vilani enfrentou a perda de dois filhos e, posteriormente, viveu uma das experiências mais difíceis de sua vida com a morte do filho caçula, João Orlando, vítima de um acidente. Uma falta que permanece viva em sua memória e em seu coração, presente todos os dias em sua saudade e em seu amor de mãe, mas a fé e a família se tornaram fontes de força para seguir adiante.

Sua história também está escrita nas marcas do trabalho. As mãos e o rosto carregam os sinais de uma vida dedicada à roça, à horta e ao cuidado com o lar. Mulher de rotina simples e de muita disposição, ela ajudou a construir, com esforço e perseverança, uma família que permanece unida.

Ainda jovem, dona Vilani precisou seguir sua própria caminhada longe da mãe. Anos depois, teve a oportunidade de voltar a conviver com ela durante os dois últimos anos de sua vida. O período ficou guardado como uma lembrança especial, cercada de carinho e emoção.

Hoje, nos fins de semana, a casa de dona Vilani e Pedro Sapucaia costuma receber filhos e netos. A presença da família ao redor representa uma das maiores conquistas de uma vida inteira de dedicação. A antiga casinha de palha também ficou para trás e deu lugar a um lar construído com trabalho, fé e esperança.

A trajetória de dona Vilani é uma dessas histórias que ajudam a compreender a força das famílias que contribuíram para construir Aparecida do Rio Negro. Histórias simples, mas carregadas de sentimentos, trabalho, desafios e ensinamentos que não podem se perder com o passar dos anos.

É justamente para manter vivas essas memórias que o Jornal Folha do Jalapão abre espaço para personagens e trajetórias que fazem parte da história do município de Aparecida. Ao registrar a vida de pessoas como dona Vilani, o jornal também preserva lembranças, valores e experiências que ajudam a contar a história de Aparecida do Rio Negro por meio daqueles que ajudaram a construí-la.

Mais do que contar uma vida, registrar a história de dona Maria Vilani é reconhecer a importância de uma geração que enfrentou dificuldades, trabalhou, criou seus filhos e deixou como maior legado a força da família.

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