APARECIDA: Seu Chiquinho comemora aniversário de 100 anos ao lado de familiares e amigos

por Wenina — 05/10/2022 às 14:35 — em Cidades, Destaques

Pioneiro do município, seu Chiquinho contagia a todos por seu jeito alegre, rosto sorridente e uma fé inabalável. A família reuniu amigos em Aparecida do Rio Negro para comemorar, em grande estilo, os 100 anos de vida do patriarca.

A festa para comemorar os 100 anos de seu Francisco Lino, conhecido como seu Chiquinho, teve muita alegria, união e homenagens. Esta terça-feira, 4, começou diferente para o pioneiro aparecidense, que logo pela manhã recebeu os parabéns e presentes dos familiares e amigos.

Chegar ao centenário é uma dádiva que poucas pessoas conseguem alcançar, ainda mais com lucidez e esbanjando saúde, alegria e fé. Momentos de luta e alegrias fizeram parte dos 100 anos de vida do patriarca que é exemplo de pai em Aparecida do Rio Negro. “Hoje para mim é um dia feliz, estou alegre, pois estou recebendo visitas de pessoas queridas e por que tenho saúde, e com saúde, enfrentamos qualquer situação”, comemorou o aniversariante.

Sendo pioneiro da cidade, ele chegou no antigo Meira Matos no dia 20 de setembro de 1960 e se estabeleceu na Região Brejo do Morro, atualmente Fazenda Palmeira. No local ele constituiu família ao lado da esposa Leocádia Maria Lino (in memorian), com quem teve sete filhos, 17 netos, oito bisnetos, e está à espera do primeiro tataraneto.

Os filhos constituíram suas próprias famílias, mas sempre se mantiveram ao lado do pai: Vicença, Alvecino (Pinto), Palmerino (adotivo), Suzano, José Lino, Raimunda e Cleide Maria. Todos se destacaram na história do município, como o prefeito Suzano Marques, que sempre faz questão de remeter ao pai sua educação e valores aprendidos desde a infância.

“É um presente para mim estar junto ao meu pai vendo-o completar seus 100 anos. E não é apenas chegar a essa idade, mas chegar com saúde, sendo uma pessoa ativa e pai exemplar. Resumindo, meu pai em quatro palavras seria: fé, família, trabalho e honestidade. São exemplos que eu e toda família levamos para vida”, comemora o prefeito.

Uma das maiores tristezas da vida de seu Chiquinho foi a perda de uma de suas filhas, Rica (Maria da Conceição). Mas ele não se deixa abater, sorridente conta que seu dia a dia é carregado de disposição e muita saúde. O pioneiro desfruta de uma rotina saudável com muita vitalidade. “Gosto de trabalhar, e ainda hoje trabalho, minha horta está bem plantada e cuidada por mim. No meu dia não pode faltar um bom livro para ler, e aproveito também para sentar e conversar com meus filhos e amigos, além de cantar e rezar”, relatou.

Frequentador assíduo das atividades sociais promovidas pelo município aos integrantes da terceira idade, seu Chiquinho, pratica atividades físicas, adora uma festa dançante e não dispensa uma boa cachaça.  Muito católico, devoto e participante das missas todo domingo, o pioneiro conta que também vive rezando. “Rezo mais que padre. Já sou aposentado e tenho muito tempo livre então passo o dia e a noite rezando”, garante sorrindo.

Comemoração

Para comemorar a data histórica a família preparou uma festa especial para amigos e convidados ilustres. O Salão Paroquial ficou cheio de amigos da cidade e de outras localidades que foram prestigiar o centenário de seu Chiquinho. Figuras ilustres também estiveram presentes e fizeram questão de homenagear o anfitrião em público, como o deputado federal Carlos Gaguim, deputado estadual Nilton Franco, o ex-prefeito Deusimar Amorim e sua esposa Ana Cláudia. 

O momento de homenagens foi aberto com a música “Paulistinha”, cantado pela dupla Pinto e Cida. Na sequência a mestre de cerimônia, Denisa Carvalho, apresentou ao público a história do aniversariante e sua trajetória de serviços prestados ao município.

“Hoje é o dia de celebrarmos os 100 anos de vida do menino alegre, dos pulinhos leves, da dancinha engraçada, do produtor e consumidor do licor de jenipapo, do compadre de tantos pioneiros de Meira Matos, do namorador, do vizinho que todos gostariam de ter, do homem que conheceu o labutar na roça na sua mais intensa forma. A primeira chuva já caiu e ele já começou sua labuta na roça que hoje ele tem na porta de sua casa”, disse Denisa.

Todos os filhos de seu Chiquinho e suas famílias foram apresentados ao som de músicas amadas pelo aniversariante. Na abertura a Folia do Divino, uma das tradições seguidas pelo anfitrião, também se fez presente. A Bandeira do Divino Espírito Santo foi portada pelo puxador de folias Isaltino da Silva (Santos). O pároco da cidade, padre José Barbosa, falou em nome da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, um dos locais mais frequentados por seu Chiquinho.

Amigos de longa data também homenagearam o centenário, como o pioneiro Albertino Barros, além dos representantes do compadre Zome (in memorian) que na ocasião foirepresentado pelo filho, Deusimar Amorim.

O prefeito Suzano Marques e primeira-dama Luísa Marques, juntamente com os filhos Renan e Ruan, agradeceram o carinho dos amigos na data que ficará marcada na história da família. O prefeito falou do orgulho em dizer ser filho de seu Chiquinho.

“Hoje sou prefeito novamente de Aparecida devido ao meu pai, porém o maior título que eu levo para minha vida é ser filho de Francisco, minha inspiração, pessoa que me guia, que me ensinou também a servir e assim hoje retribuir para minha terra e minha cidade. Hoje é um dia para se guardar para a vida toda”, disse emocionado.

Ao final todos os filhos de seu Francisco o homenagearam cantando a música “Couro de Boi”. A festa também contou com valsa, jantar e show dançante.

Seu Chiquinho agradeceu as homenagens e disse que o segredo dos 100 anos é viver com simplicidade. “Todos os dias sou feliz e hoje estou mais feliz ainda pois chegou meus 100 anos, e meus filhos estão aqui bem criados, meus amigos estão aqui. E a forma em que chegamos a essa idade, com vigor, e é o que nos faz comemorar ainda com mais vigor”, celebrou o aniversariante.

História

Seu Chiquinho nasceu em 4 de outubro de 1922, na fazenda Taboca, no município de Bom Jesus, no estado do Piauí. Filho de José Lino e Ana Rita, teve 10 irmãos:  Firmina, Justina, Luiza com quem morou 51 anos juntos, Belizaria, Manoel, Laura, Antonina, Feliciana, Agostinho e Domingas. Casou-se, com Leocádia Maria Lino em 1949 vindo para o antigo Goiás. Juntos viveram 56 anos de casamento.

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