Além de destruir a vegetação nativa, incêndios florestais matam espécies de animais silvestres no Tocantins

por Wenina — 07/09/2022 às 09:59 — em Destaques

Estado continua entre os cinco com maior quantidade de focos de queimadas e até esta terça-feira (6) registrou mais de 7,5 mil, segundo o Inpe.

Os incêndios florestais, que estão acontecendo de forma mais constante no estado desde o mês de julho, não destroem somente a vegetação. Animais silvestres também são afetados com as chamas e os que sobrevivem, têm seu habitat devastado.

O Tocantins continua entre os cinco estados do país com maior quantidade de focos de incêndio. Até a noite desta terça-feira (6), foram registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) 7.528 pontos em que as chamas deixaram algum tipo de destruição.

Uma força tarefa continua atuando no Parque Estadual do Cantão, que foi devastado pelas queimadas nos últimos dias. Moradores tradicionais, os torranzeiros se assustaram com a velocidade das chamas. “Todo o ano o fogo faz isso aí. Este ano ele está se aproximando”, disse um dos moradores da região.

Apesar dos esforços, a casa de Creuza Pereira foi atingida em um dos incêndios e não ficou uma parede em pé. “Perdi tudo. Está lá só as cinzas”, disse a torranzeira, que também perdeu a plantação de onde tirava o sustento da família.

Combate com dificuldades

Essa semana, a região recebeu mais equipes para ajudar no combate ao fogo. O trabalho é intenso e em muitos trechos, as equipes enfrentam dificuldades por causa da baixa umidade e da seca nos rios que também atinge o estado.

No distrito de Taquaruçu, distante cerca de 30 km de Palmas, os incêndios florestais foram combatidos durante a última semana e a destruição quase chegou a casas de moradores da região.

Nesta terça-feira (6) na capital, um incêndio foi registrado no fim da manhã em uma área de vegetação na orla de Palmas, próximo da Praia da Graciosa. Imagens mostraram grandes labaredas de fogo consumindo a vegetação e muita fumaça. Militares do Corpo de Bombeiros combateram as chamas no local, que é ponto turístico da capital.

Para o biólogo Aluísio Vasconcelos, a população de animais é reduzida por causa dos incêndios. “Isso reduz drasticamente as espécies que ocorrem naquele local. Além disso vamos ter também uma redução da vegetação, fazendo com que os recursos hídricos também diminuam”, explicou.

Desde a proibição das queimadas controladas, que ocorreu em junho deste ano, o Ministério Público Estadual (MPE) identificou um total de área queimada que equivale ao tamanho do estado do Rio de Janeiro. Fiscais da operação Guardiões do Bioma fazem patrulhas e tentam flagrar os focos de origem criminosa.

“Para isso a gente tem que contar muito com a população, seja não praticando o crime, seja denunciando esses infratores. Essa denúncia é importante por imagem ou vídeo para materializar o ilícito”, alertou o capitão da PM Ambiental Hallin Barbosa.

(G1-TO)

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