APARECIDA: Ação em Campo por Elas une esporte e mobilização pelo combate à violência contra a mulher

por Jornal Folha do Jalapao — 31/08/2026 às 10:35 — em Cidades, Destaques

Evento alusivo à campanha Agosto Lilás promoveu reflexão sobre a luta contra o feminicídio e as violências doméstica, moral, patrimonial e psicológica, além de reforçar a importância de toda a sociedade estar atenta e realizar denúncias.

Aparecida do Rio Negro teve, neste domingo, 30, uma mobilização alusiva à campanha Agosto Lilás. A Ação em Campo por Elas foi realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), com o objetivo de levar para o campo a conscientização e o enfrentamento à violência contra a mulher. No Estádio Kedson Barros, um torneio amistoso reuniu a comunidade em uma programação que uniu esporte, integração e reflexão.

Antes do início das partidas, a equipe da Assistência Social entrou em campo com uma faixa contendo frases de alerta para a população. A iniciativa simbolizou o repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher, seja física ou manifestada por meio de ameaças, humilhação, controle, violência psicológica, patrimonial, sexual ou moral.

As autoridades presentes também se dirigiram ao público, que compareceu em grande número, tanto para participar dos jogos como atletas quanto para acompanhar as partidas na torcida. O prefeito Deusimar Amorim, ao lado do vice-prefeito Roquinho, de secretários municipais e do vereador Serginho Castro, agradeceu às equipes envolvidas pela iniciativa e destacou a importância de levar o tema para diferentes espaços da sociedade.

Quero agradecer à equipe do Cras, da Assistência, à população que assistiu a esses jogos aqui, em alusão a essa causa, que é importantíssima para a nossa sociedade brasileira, não só para a nossa comunidade, mas para tudo o que a gente vive hoje. É um tema que a gente tem que trabalhar bem, especialmente a gestão pública, o poder público, para poder combater e prevenir a violência contra a mulher. Esse é o nosso dever e a nossa obrigação. Por isso que nós estamos aqui”, comentou.

A secretária municipal de Assistência Social e primeira-dama, Ana Cláudia, também reforçou o papel do Poder Público na conscientização e na orientação da população sobre os caminhos de proteção e denúncia.

Foi um mês em que foi trabalhada a temática. A gente sabe que é uma causa nobre, que não é trabalhada somente durante o mês de agosto, mas em todos os dias. É uma bandeira que a gente levanta em prol do respeito às mulheres. Então, vocês, mulheres, sintam-se todas representadas aqui pela nossa equipe do Cras. E dizer que vocês não estão sozinhas nessa causa. Vamos denunciar, vamos procurar as redes de proteção e acabar com esse abuso!”, frisou.

A abertura da programação ainda contou com a execução do Hino Nacional Brasileiro e do Hino de Aparecida, interpretados pela pequena cantora Maitê Costa e por Oziel. Na sequência, após os pronunciamentos, foi a vez da comunidade entrar em campo. Os capitães dos três times participantes receberam faixas na cor lilás, em representação à luta contra o feminicídio e a violência doméstica.

As partidas de futebol society foram disputadas por equipes mistas, reforçando a mensagem de igualdade de gênero e a união de homens e mulheres no enfrentamento à violência. Os participantes foram divididos em três equipes: Educação, Saúde e Comunidade.

Na classificação final, a equipe da Educação ficou em primeiro lugar, seguida pelo time da Comunidade, em segundo, e pela equipe da Saúde, que terminou a competição na terceira colocação.

Ao final das partidas, todos os atletas receberam troféus e medalhas. Mais do que a disputa pelo resultado, a proposta foi proporcionar um momento de interação, integração e conscientização, reforçando a mensagem de que todos que se unem em defesa dos direitos e da proteção das mulheres contribuem para essa luta.

A programação também destacou uma mensagem simbólica: assim como em uma equipe cada jogador tem seu papel para alcançar um objetivo coletivo, no enfrentamento à violência contra a mulher cada pessoa também tem responsabilidade. A iniciativa reforçou, ainda, que a violência contra a mulher não deve ser tratada como um assunto privado, mas como uma questão que exige atenção, posicionamento e participação de toda a sociedade.

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