Brigadistas monitoram serra para evitar que fogo se espalhe por atrativos no Jalapão

por Wenina — 16/09/2024 às 20:41 — em Cidades, Destaques

Focos se concentram na serra do Espírito Santo. Turistas também flagraram chamas nas proximidades da prainha do Rio Novo.

Apesar de terem sido controlados durante o fim de semana, os focos de incêndio que atingem o Parque Estadual do Jalapão seguem em monitoramento nesta segunda-feira (16) para evitar que se espalhem e se aproximem dos atrativos turísticos.

No fim de semana, o fogo chegou até margens do Rio Novo e turistas que estavam no local conhecido como Prainha registraram as chamas consumindo a vegetação. O rio é considerado um dos maiores de água potável do mundo.

De acordo com o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), bombeiros e brigadistas que atuam na região, o fogo foi controlado no sábado (14). Mas ainda há focos nos locais de difícil acesso, como por exemplo, no alto da serra do Espírito Santo, que fica próxima ao atrativo das Dunas.

Os brigadistas enfrentam dificuldade para acessar e fazer o monitoramento para evitar que focos ativos não se espalhem novamente.

De acordo com a supervisora da APA do Jalapão, Rejane Ferreira Nunes, por enquanto não há risco de que as chamas atinjam as Dunas ou outros atrativos do Jalapão, pois muitas áreas foram manejadas próximo aos focos. “Já combateram o que podiam. Estamos monitorando e quando descer da serra, as equipes entram em ação”, explicou.

No último fim de semana, o estado registrou 372 focos de incêndios. Mateiros e Ponte Alta do Tocantins, que ficam na região do Jalapão, estão entre as 10 cidades com mais focos ativos entre sábado (14) e está segunda-feira. As equipes contabilizam a área afetada pelas chamas.

Com relação aos campos de Capim Dourado, Rejane afirmou que apesar dos incêndios na região, a matéria-prima de artesanato está garantida. “Acredito que as comunidades vão poder coletar sem prejuízos. A fiscalização e as brigadas continuam monitorando os campos”, disse Rejane.

Outros parques

No Parque Estadual do Cantão, as chamas também se espalham com facilidade. São mais de 800 lagos nesta unidade de conservação que é uma das maiores do Tocantins. A chegada até os focos também é complexa e até uma arma de fogo foi encontrada entre as cinzas.

Na Ilha do Bananal, os prejuízos atingem a vegetação e os animais. Muitas espécies foram vistas por brigadistas já sem vida ou à procura de água e alimentos. Equipes do Prevfogo/Ibama, do Instituto Chico Mendes (ICMBio) e brigadistas indígenas da região seguem no combate e estão dando o apoio possível para os resgates.

“Já vimos jaboti morto, ontem teve um registro de uma lobo-guará numa área queimada, não estava machucado aparentemente, mas estava ali procurando alimento […]. É uma situação de falta de água então todos os bichos dependem de água. Então se está faltando água eles vão abandonar aquele território e vão procurar por água em outros locais”, explicou Bruno Cambraia, coordenador da força-tarefa do ICMBio/ Ibama na região da Ilha do Bananal.

Fonte: G1-TO

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