Caso Gustavo: Pai admite chutes e pisões no filho em novo depoimento à polícia

por Jornal Folha do Jalapao — 29/10/2026 às 15:54 — em Noticias

Advogado Igor Veloso afirmou que agrediu Gustavo após encontrar a criança na piscina; perícia identificou lesões graves e violência sexual, que ele nega ter cometido.

O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa admitiu à Polícia Civil que agrediu o próprio filho, Gustavo Veloso, com chutes e pisões antes da morte da criança, em Palmas. A declaração consta de um novo depoimento prestado durante as investigações.

O menino foi encontrado morto em 2 de agosto de 2026, após passar um período na casa do pai, na região norte da capital. Igor e a madrasta da criança, Kathellen Moreira da Silva, estão presos preventivamente e se tornaram réus no processo que apura a morte.

No depoimento, o advogado descreveu como teria agredido Gustavo após se irritar ao encontrá-lo na piscina da residência sem autorização. Segundo sua versão, a criança teria corrido risco de afogamento, o que provocou sua reação.

Igor contou que sacudiu o filho, fazendo com que ele batesse a cabeça contra a parede. Em seguida, afirmou ter dado pisões nas costas e na barriga da criança. “Quando eu chacoalhei ele, ele bateu a cabeça na parede, e aí eu joguei ele pra frente e dei pisões nele, nas costas dele e na barriga”, declarou.

O advogado também reconheceu ter chutado o menino. Ao comentar as lesões internas identificadas pela perícia, relacionou os ferimentos às agressões que afirmou ter praticado.

Apesar da admissão, Igor negou ter cometido violência sexual contra o filho.

“Essas lesões foram dos chutes que eu dei, e eu não vou assumir uma coisa que eu não fiz”, afirmou.

Perícia identificou hemorragia interna e sinais de violência sexual

A investigação apontou que Gustavo morreu em consequência de uma hemorragia interna provocada por lesões graves em diferentes partes do corpo.

O exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) identificou hematomas na cabeça e no intestino, além de laceração anal. Segundo a conclusão dos peritos, também houve violência sexual.

As constatações integram o conjunto de provas analisadas pela Polícia Civil e pela Justiça.

Igor responde às acusações de vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. A defesa do advogado informou que os fatos serão esclarecidos durante a tramitação da ação penal.

Madrasta afirma que foi impedida de entrar no quarto

A investigação também reuniu um novo depoimento de Kathellen Moreira da Silva, madrasta de Gustavo.

Ela relatou momentos de tensão na residência e afirmou que Igor apresentava comportamento agressivo quando consumia bebidas alcoólicas.

Segundo Kathellen, em determinado momento da noite, o outro filho do advogado, de 11 anos, teria ouvido barulhos vindos do quarto onde Igor estava com Gustavo.

A madrasta contou que tentou verificar o que acontecia, mas não conseguiu entrar no cômodo porque o companheiro não abriu a porta.

Conforme seu relato, Igor reagiu de forma agressiva e a impediu de se aproximar. Depois disso, ela teria ido dormir no quarto da filha pequena.

Fonte: Gazeta do Cerrado

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