Tocantins - 24/07/2026 - 07:41

Missa Sertaneja abre Festa da Padroeira de Nossa Senhora Aparecida com fé e tradição

Celebração reuniu fiéis, cavaleiros, amazonas, autoridades e marcou a bênção dos animais na Praça José Eurico.

A programação da Festa da Padroeira de Nossa Senhora Aparecida teve início na manhã desta quarta-feira, 22, com a Missa Sertaneja, celebrada pelo padre Aderso. A celebração reuniu dezenas de fiéis, cavaleiros, amazonas e autoridades municipais em um momento de fé, devoção e valorização das tradições religiosas e culturais do município.

Entre as autoridades presentes estiveram o prefeito Deusimar Amorim, acompanhado da primeira-dama Ana Cláudia e dos filhos, além do vice-prefeito Roquinho Tavares, que participou da celebração ao lado de sua família. Os capitães da festa também prestigiaram a missa, reforçando o compromisso com uma das mais importantes manifestações religiosas da cidade.

Após a celebração, os padres Aderso e José Barbosa realizaram a tradicional bênção dos animais, em frente à Igreja Matriz, na Praça José Eurico. O momento, marcado por orações e emoção, reuniu os participantes da cavalgada e moradores, pedindo proteção para os animais e para todos que preservam essa tradição.

A Missa Sertaneja abriu oficialmente a programação dos festejos da padroeira, que ao longo dos próximos dias contará com celebrações religiosas, manifestações culturais e momentos de confraternização, fortalecendo a fé da comunidade e mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.

O prefeito Deusimar Amorim destacou que a abertura dos festejos representa um momento de união, espiritualidade e valorização das tradições que fazem parte da identidade do município. Segundo ele, a Festa da Padroeira fortalece a fé da comunidade e reúne gerações em torno de uma celebração que atravessa décadas.

A Festa da Padroeira de Nossa Senhora Aparecida representa um dos momentos mais importantes da nossa cidade. É um tempo de renovar a fé, fortalecer os laços entre as famílias e preservar uma tradição que faz parte da história de Aparecida. É uma alegria participar deste momento ao lado da comunidade e ver tantas pessoas reunidas em oração“.

Neste ano, além de vice-prefeito, Roquinho também assume a missão de capitão da festa, papel tradicional desempenhado por moradores que ajudam a manter viva a organização e o espírito dos festejos. Emocionado, ele falou sobre a responsabilidade e a honra de participar da celebração dessa forma.

Ser capitão da festa neste ano é uma honra e uma grande responsabilidade. Participar dessa tradição, que passa de geração em geração, tem um significado muito especial para mim e para minha família. Que Nossa Senhora Aparecida continue abençoando nosso povo, os cavaleiros, as amazonas e todos que dedicam seu tempo para manter viva essa bela manifestação de fé“.

Após a tradicional bênção dos animais, as comitivas seguiram para a chácara do vereador Ernane Araújo, ponto de concentração da cavalgada. No local, cavaleiros, amazonas, autoridades e participantes compartilharam um almoço de confraternização, fortalecendo os laços de amizade e mantendo viva uma das tradições mais marcantes dos festejos da Padroeira. De lá, os participantes partiram em cavalgada pelas ruas da cidade, levando consigo a fé, a devoção e o orgulho de preservar uma celebração que atravessa gerações.

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Estado amplia uso do Dare para pagamento de débitos cartorários

Decreto publicado nesta quarta-feira, 23, permite que Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais seja utilizado em cobranças vinculadas à dívida ativa e convênios específicos

O governo do Tocantins publicou o Decreto nº 7.207, de 22 de julho de 2026, que amplia as hipóteses de utilização do Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (Dare), instrumento utilizado para o recolhimento de receitas públicas estaduais.

A norma altera o Decreto nº 5.948/2019 e passa a permitir que o Dare também seja utilizado para o recebimento de valores referentes a débitos cartorários vinculados a créditos inscritos em dívida ativa do Estado ou decorrentes de convênios específicos.

De acordo com o decreto, a nova regra será aplicada quando o recolhimento desses valores for operacionalizado pelo Estado do Tocantins, com identificação e controle por códigos e subcódigos definidos pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Segundo o governo, a medida amplia a utilização do Dare como documento único de arrecadação das receitas estaduais, incorporando também pagamentos relacionados a débitos cartorários administrados pelo Estado.

O decreto entrou em vigor na data de sua publicação, assinada pelo governador Wanderlei Barbosa, pelo secretário da Fazenda, Donizeth Aparecido Silva, e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Deocleciano Gomes Filho.

Fonte: Jornal Opção

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Mortes violentas caem 8,2% no país em 2025; feminicídios aumentam 4%

Anuário Brasileiro de Segurança Pública foi divulgado nesta quinta

A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23), mostra que o número de mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024, para 19,1 casos por 100 mil habitantes, em 2025 – uma diminuição de 8,2%. 

Esse é o menor patamar registrado desde 2012, quando o índice começou a ser medido. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado ante 44.127 em 2024.

A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, roubo seguidos de morte (latrocínio), lesão corporal seguida de morte, morte decorrente de intervenções policiais e morte de policiais em serviço e fora do horário de trabalho.  

Em 2025, foi a primeira vez que a categoria MVI ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes no país. Em 2012, essa taxa era de 27,7 por 100 mil habitantes.

No último ano, registraram queda os crimes de homicídio doloso (queda de 10%), latrocínio (-17%) e lesão corporal seguida de morte (-15,2%). Os dados mostram, no entanto, que as mortes por intervenção policial e os feminicídios subiram 5,4% e 4%, respectivamente.

Apesar da queda na média nacional das MVI, sete unidades da federação tiveram alta em comparação com os dados do ano anterior: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).

De acordo com o relatório, os demais estados apresentaram reduções nas MVI: Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%). Ceará (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%) São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%), e Maranhão (-2,2%). 

Feminicídios

Em 2025, os registros do Anuário de Segurança Pública mostram que 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero – o maior percentual desde quando o feminicídio entrou para o Código Penal brasileiro, em 2015.

Em números absolutos, no último ano, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, ou 4,3 mortes por dia. O resultado representa uma taxa nacional de 1,4 vítimas por grupo de 100 mil mulheres (alta de 4% em relação a 2024).

As tentativas de feminicídio, segundo o Anuário, também continuaram a crescer em 2025. Foram 4.189 mulheres sobreviventes, um aumento de 5,9% em relação a 2024, ou seja, para cada feminicídio consumado registrado no país em 2025 houve quase três tentativas.

Segundo a publicação, considerando conjuntamente os feminicídios consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do país, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente.

Já as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram menores níveis de violência letal de gênero consumada e tentada.

Fonte: Agência Brasil

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Prefeitura de Palmas atualiza regras para prestações de contas das parcerias com Organizações da Sociedade Civil

Alterações foram listadas em Decreto publicado no Diário Oficial do Município, desta quarta-feira, 22

A Prefeitura de Palmas atualizou o regulamento que disciplina as parcerias firmadas entre o Município e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e aperfeiçoou os mecanismos de acompanhamento, fiscalização e prestação de contas dos recursos públicos. As alterações foram publicadas no Diário Oficial do Município, desta quarta-feira, 22, por meio do Decreto 2.958, que altera o Decreto 2.121 de 5 de novembro de 2021.

A Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplan) afirma que as alterações fortalecem a governança das parcerias ao estabelecer procedimentos mais claros para o monitoramento dos resultados, e ampliam a transparência dos atos administrativos com a definição de responsabilidades específicas durante todas as fases de execução dos instrumentos celebrados.

O secretário de Planejamento e Gestão, André Cheguhem, explica que entre os principais avanços do Decreto está a reformulação das regras de prestação de contas com a instituição de prestações parciais para parcerias de maior duração. “Além disso, criamos critérios mais objetivos para análise dos resultados alcançados, de responsabilização dos gestores das organizações, das medidas para correção de irregularidades, com mais integração entre as unidades gestoras e os órgãos de controle”, disse.

Com a atualização das nomenclaturas para a realidade administrativa vigente, ficam padronizados o controle interno e a prestação de contas. A alteração normativa também resguarda a administração pública municipal contra desperdícios e irregularidades, e reforça o compromisso da gestão municipal com os recursos públicos, a transparência e a efetiva entrega de resultados à sociedade.
 

Fonte: Secom Palmas

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ELEIÇÕES: Número de eleitores indígenas e quilombolas cresce

Aumento foi de 131.496 eleitoras e eleitores, alta de 84%

As eleições de 2026 terão aumento da representatividade de eleitores indígenas e quilombolas. Em comparação com o pleito de 2024, os dois grupos registraram crescimento expressivo no número de pessoas aptas a votar, movimento que acompanha a ampliação gradual das informações autodeclaradas na Justiça Eleitoral.

ESTATÍSTICA DO TSE

Segundo as estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitorado indígena passou de 155.661 pessoas em 2024 para 287.157 em 2026. O aumento foi de 131.496 eleitoras e eleitores, alta de 84%.  Já o eleitorado quilombola praticamente dobrou: passou de 95.409 pessoas em 2024 para 188.371 em 2026, crescimento de 92.962 eleitores, ou 97%. 

DADOS BIOGRÁFICOS

Os dados biográficos sobre identidade de gênero, raça, etnia indígena, pertencimento a comunidades quilombolas ou tradicionais, língua falada exclusivamente ou concomitante ao português e indicação de ser intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) são autodeclaratórios e começaram a ser coletados pela Justiça Eleitoral em 8 de novembro de 2022. Por isso, a qualificação do cadastro eleitoral é gradual e depende, em regra, de nova operação eleitoral feita pela pessoa após a implantação dos campos. 

ELEITORADO INDÍGENA 

Entre as eleitoras e os eleitores indígenas, o maior crescimento absoluto ocorreu no Norte, região que passou de 74.506 registros em 2024 para 136.978 em 2026. O acréscimo foi de 62.472 pessoas, alta de 83%, e respondeu por quase metade do aumento nacional desse grupo. O Norte também concentra a maior parcela do eleitorado indígena em 2026, com cerca de 47% do total. O Nordeste aparece em seguida, com crescimento absoluto de 35.440 para 71.346 eleitoras e eleitores indígenas. O aumento foi de 35.906 pessoas, o que indica que o número mais que dobrou na região. No Centro-Oeste, o eleitorado indígena passou de 25.404 para 40.804 pessoas, crescimento de 15.400 registros, ou 60%. No Sudeste, o total foi de 9.790 para 20.251, alta de 10.461 eleitores, ou 107,21% de aumento proporcional. No Sul, passou de 10.521 para 17.178, acréscimo de 6.657 pessoas, ou 63%. 

MAIOR CRESCIMENTO ABSOLUTO

O detalhamento por unidade da Federação mostra que o Amazonas foi o estado com maior crescimento absoluto do eleitorado indígena, passando de 37.359 pessoas em 2024 para 73.580 em 2026, registrando um aumento de 36.221 eleitoras e eleitores. Em seguida aparecem Pernambuco, com acréscimo de 19.431 pessoas; Roraima, com 11.530; Mato Grosso do Sul, com 7.134; Mato Grosso, com 6.974; e Pará, com 5.900. 

ETNIAS 

No recorte por etnia, os dados de 2026 permitem identificar os maiores contingentes por grupo indígena e onde eles se concentram regionalmente. Entre as etnias informadas, os maiores contingentes são Tikúna, com 19.062 eleitoras e eleitores; Makuxí, com 14.935; Kokama, com 12.551; Xucuru, com 10.295; Kaingang, com 9.152; Xavante, com 9.014; Tenetehara, com 8.499; Mundurukú, com 7.839; Guarani Kaiowá, com 7.546; e Terena, com 6.720. 

DISTRIBUIÇÃO REGIONAL

A distribuição regional desses grupos ajuda a localizar os principais destaques do cadastro. No Norte, sobressaem Tikúna e Kokama, com forte concentração no Amazonas; Makuxí e Wapixana, em Roraima; Mundurukú, principalmente no Pará; além de Baré, Múra e Sateré-Mawé. No Nordeste, destacam-se Xucuru, Atikum, Pankararú, Fulni-ô e Pankará, com maior concentração em Pernambuco; Tenetehara, no Maranhão; Potiguara, na Paraíba; e Pataxó, na Bahia. No Centro-Oeste, os maiores contingentes são Xavante, em Mato Grosso, e Guarani Kaiowá e Terena, em Mato Grosso do Sul. No Sudeste, destacam-se Xacriabá e Maxakali, principalmente em Minas Gerais. No Sul, o maior contingente é o de Kaingang, concentrado, sobretudo, no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina. 

ELEITORADO QUILOMBOLA 

Entre eleitoras e eleitores quilombolas, o Nordeste concentra o maior contingente e foi a região que mais contribuiu para o crescimento nacional. O eleitorado quilombola nordestino passou de 51.633 pessoas em 2024 para 95.901 em 2026. O aumento foi de 44.268 registros, alta de 85%. A região reúne pouco mais da metade do eleitorado quilombola do país. O Sudeste teve o segundo maior crescimento absoluto e a maior alta proporcional entre as regiões. O número de eleitoras e eleitores quilombolas passou de 17.638 para 45.305, acréscimo de 27.667 pessoas. No Norte, o total subiu de 17.895 para 32.853, crescimento de 14.958 registros. No Centro-Oeste, passou de 6.084 para 10.169, alta de 4.085 pessoas. No Sul, o eleitorado quilombola foi de 2.159 para 3.891, aumento de 1.732 eleitores. Por estado, Minas Gerais teve o maior crescimento absoluto do eleitorado quilombola, passando de 12.712 pessoas em 2024 para 31.487 em 2026, aumento de 18.775 registros.  

Fonte: Portal CT

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Praias do Tocantins são impulsionadas por pequenos negócios

Com planejamento e suporte do Sebrae, empreendedores do estado multiplicam o faturamento em julho, geram empregos temporários e constroem reserva financeira para o ano

Nas praias do Tocantins, a temporada de julho começa muito antes da chegada dos visitantes. Enquanto muitos se preparam para aproveitar férias, shows e o contato com a natureza, empreendedores aceleram os bastidores dos negócios para atender ao período de maior movimentação do ano. O investimento em planejamento, gestão e qualificação permite que restaurantes, pousadas e comércios locais transformem o aumento da demanda em crescimento, geração de empregos e fortalecimento da economia regional.

Segundo o gerente do Sebrae Tocantins, Amaggeldo Barbosa, a temporada de praia representa uma oportunidade para que os pequenos negócios transformem uma demanda sazonal em resultados duradouros. De acordo com ele, quando o empreendedor se antecipa às necessidades do negócio, a sazonalidade deixa de ser um desafio e passa a se tornar uma estratégia de crescimento.

“A temporada exige planejamento. O empreendedor que organiza o fluxo de caixa, prepara o estoque, qualifica a equipe e entende o comportamento do consumidor consegue aproveitar melhor o aumento do fluxo de turistas. Assim, um período de alta demanda deixa de ser apenas uma oportunidade pontual e passa a gerar resultados que se estendem ao longo de todo o ano“, explica.

Em Miracema do Tocantins, onde a programação da temporada de praia é intensificada pelo Miracaxi, o empresário Gerriane Alves, proprietário do Restaurante Flamira, afirma que nenhum outro período se compara ao mês de julho. “Essa época tem um impacto muito forte em todas as áreas, desde hotelaria e restaurantes, até supermercados e estacionamentos, então, no modo geral, é fundamental para o município. É um fluxo de vendas praticamente dez vezes maior do que o normal”, detalha.

O reflexo desse movimento é percebido diretamente na operação do restaurante. De acordo com o empreendedor, o aumento do fluxo de visitantes exige a contratação de mais funcionários, além da ampliação da estrutura de atendimento para acompanhar a demanda característica da temporada.

Na avaliação do gerente do Sebrae, a temporada impulsiona a contratação de trabalhadores temporários e fortalece empresas que, ao expandirem sua capacidade de atendimento, contribuem diretamente para a geração de emprego e renda nos municípios.

“A necessidade de ampliar equipes cria oportunidades de trabalho, enquanto o aumento da atividade econômica gera mais renda para as famílias e estimula a circulação de recursos dentro do próprio município”, reforça.

É o caso de Fernando Moraes, proprietário da Praia do Paradão, que também vivencia o período como o mais importante para o negócio. Ele contextualiza que o aumento de demanda começa desde abril, mas cresce gradativamente e tem seu ápice em julho.

“A temporada alavanca a economia da região e cria oportunidades para gerar empregos fixos e temporários. Além disso, é nesse período que conseguimos formar uma reserva de caixa para enfrentar os meses em que o movimento diminui, mas as despesas permanecem. Por isso, ela faz toda a diferença no faturamento anual da empresa”, enfatiza. 

No entanto, com a alta demanda os desafios também crescem. Fernando tudo isso exige um planejamento bem desenvolvido para manter a qualidade. “Fazemos muito esforço para não deixar faltar nenhum item do cardápio. Nessa época temos uma pessoa exclusiva para compras, justamente para atender ao aumento da demanda, que chega a crescer até cinco vezes”, relata.

Ele revela que uma medida adotada é limitar o atendimento diário, para manter o controle de segurança e o padrão de atendimento. “Claro que esta atitude não agrada a todos, porém, desta forma nos impomos como prestadores de serviço de qualidade”, compartilha o proprietário. Somado a isso, outra estratégia é a de delivery na praia, no qual eles realizam entrega das comidas e drinks por uma tirolesa.

O proprietário também atribui parte da evolução do empreendimento ao acompanhamento oferecido pelo Sebrae.

“O Sebrae organizou nossa mente empreendedora. A empresa e as ideias já existiam, mas aprendemos sobre gestão, organização, capacitação, identificação do público, melhoria dos produtos e dos serviços. Passamos a buscar excelência em tudo o que fazemos.”

Na percepção de Amaggeldo, empreendedores que conseguem adaptar produtos, serviços e experiências ao perfil dos visitantes tendem a prolongar os resultados positivos. Essa capacidade de reinvenção fortalece o negócio, amplia sua presença no mercado e reduz os impactos dos períodos de menor demanda.

A sazonalidade não deve ser encarada como uma limitação, mas como uma oportunidade para inovar. Os empreendedores que observam o comportamento do consumidor, diversificam seus serviços e investem em novas experiências conseguem aproveitar melhor o período de maior fluxo e criar diferenciais que permanecem relevantes durante todo o ano“, esclarece.

Barbosa também destaca que o fortalecimento dos pequenos negócios depende de um processo contínuo de aperfeiçoamento. Na avaliação dele, investir em gestão, atendimento, inovação e planejamento permite que as empresas estejam preparadas para crescer de forma estruturada, consolidar sua atuação no mercado e ampliar as oportunidades de geração de emprego e renda.

“Buscar conhecimento é um investimento permanente para quem deseja empreender com estratégia. Capacitações, consultorias e ferramentas de gestão ajudam o empresário a tomar decisões mais assertivas, identificar oportunidades e tornar o negócio mais resiliente diante das mudanças do mercado. Empresas que aprendem continuamente estão mais preparadas para crescer, inovar e contribuir para o desenvolvimento econômico da região”, evidencia.

Fonte: T1-Notícias

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SANTA TEREZA: Prefeitura vai instalar poço artesiano para ampliar o abastecimento de água na Região da Olaria


Medida foi anunciada pela prefeita Eliene Batista durante reunião com moradores e beneficiará famílias da comunidade.

Em breve a Região da Olaria, em Santa Tereza do Tocantins, vai ter acesso à água tratada de qualidade. A prefeita Eliene Batista participou de uma reunião, nesta quarta-feira, 22, para tratar do assunto com moradores. Conforme a gestora, a Prefeitura fará a instalação em um poço existente na região rural que beneficiará aproximadamente 20 famílias.

O poço já foi perfurado há alguns anos e agora a prefeitura vai fazer a instalação necessária para que funcione de fato. Com isso, a falta de água não será mais um problema, principalmente neste período de estiagem, garantindo mais dignidade e abastecimento necessário para as tarefas de casa e cultivo dos alimentos, e até mesmo, a criação dos animais.

A prefeita Eliene Diógenes, acompanhada do secretário municipal de Administração, João Lourenço, reafirmou que a chegada da água se tornará realidade na região. “Quero assumir um compromisso com todos vocês. A Prefeitura vai realizar a instalação desse poço com recursos próprios para garantir água de qualidade às famílias da região da Olaria. Vamos implantar toda a estrutura necessária para que o sistema entre em funcionamento. Com essa ação, cerca de 20 famílias serão beneficiadas, reduzindo a dependência do caminhão-pipa e levando mais dignidade, qualidade de vida e segurança no abastecimento de água para a comunidade. Água é um bem essencial, e cuidar das pessoas é uma das prioridades da nossa gestão,” disse.


Uma das moradoras, dona Francisca Pereira da Silva, celebrou a conquista e já aguarda ansiosamente pelo benefício para a comunidade. “Moro nesta região há mais de 50 anos e sempre esperei por esse momento. Sempre tive fé de que um dia essa água chegaria até nós. Ela vai ser muito importante para todas as famílias, porque vai servir para beber, cozinhar e para o nosso dia a dia. Hoje ainda precisamos buscar água em outro lugar para consumo, e isso é muito difícil. Agora, com fé em Deus, acredito que vai dar certo e que finalmente teremos essa água na nossa comunidade,” concluiu.

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Folha do Jalapão