Tocantins - 01/05/2026 - 15:45

Fim da escala 6×1: mais tempo para descanso e família é prioridade

Trabalhadores contam como usarão dia a mais de folga

Mais tempo com a família, para cumprir as obrigações em casa, passear e até mesmo ter a possiblidade de fazer pequenas viagens. Esses são alguns dos sonhos de trabalhadores que cumprem jornadas semanais de seis dias de trabalho e apenas um dia de folga, caso passem a ter direito a mais um dia de descanso.

O fim da escala 6×1 é a principal bandeira a ser ostentada pelas manifestações de trabalhadores neste feriado de 1º de Maio. Diversas matérias sobre o tema tramitam no Congresso Nacional neste momento.

A balconista de medicamentos Darlen da Silva, 38 anos, trabalha em uma farmácia no Rio de Janeiro e tem apenas um dia de folga na semana.

“Tenho duas filhas, então para mim é muito corrida a minha folga. Tenho que fazer tudo dentro de casa, lavar roupa, fazer mercado. Não tenho descanso. Venho trabalhar mais cansada ainda no outro dia.”

Ela tem carteira assinada há 15 anos e, durante todo esse tempo, trabalha nesse regime. “Uma folga só é puxado para qualquer trabalhador. Ainda mais para gente que é mãe, mulher. Fica mais complicado ainda, entendeu? Tem muito mais coisa a fazer.”
 
Darlen diz que entre os colegas de trabalho o assunto da possível redução da jornada é constante: “Todo mundo tá esperando sair essa regra nova aí”.
 
Caso seja aprovada, ela já planeja como será: “Eu ia tirar um dia para mim, para poder resolver tudo, né? O que tem que fazer de casa. E o outro eu ia tentar descansar, fazer alguma coisa, um passeio, porque a gente não tem tempo. Você tem que optar, ou você larga tudo de lado e vai tentar viver a vida ou você cuida.”
 
Ela espera, no entanto, que a lei, caso aprovada, seja de fato cumprida, e seja respeitado o limite de 40 horas semanais de trabalho. Ela conta que tem amigos cujos locais de trabalho já aderiram aos dois dias de descanso por semana, mas que, em troca, aumentaram a jornada diária dos trabalhadores.
 
“Meus colegas estão trabalhando 11 horas por dia para poder entrar nesse esquema de cinco por dois. Entendeu? Então, acaba que não compensa. Para mim, não compensa. Se você trabalhar 11 horas cinco dias na semana, você vai ficar mais cansado ainda”.

Tempo com a família

Rio de Janeiro (RJ), 30/04/2026 – O garçom Alisson dos Santos, que trabalha há dez anos no setor de restaurantes, fala sobre a possibilidade de fim da escala 6x1. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O garçom Alisson dos Santos fala que poderá até fazer pequenas viagens – Fernando Frazão/Agência Brasil

Também no Rio de Janeiro, o garçom Alisson dos Santos, 33 anos, trabalha na escala 6×1 por um há dez anos. Ele conta que geralmente usa as folgas para resolver pendências dele ou dos filhos.
 
“A gente sempre tem que resolver alguma coisa da criança na escola, tem médico, sempre tem alguma coisinha para você fazer. Então, acaba não rendendo o seu dia de descanso. Sempre tem que fazer as coisas de casa.”

Segundo ele, esse dia a mais de folga poderia até mesmo ser usado para uma viagem.

“Num dia você  organiza as coisas de casa e, no outro dia, consegue passear com a família. Ou, se você vai direto do trabalho, consegue organizar até uma viagem. Com um dia só não, você não consegue fazer nada.”

Em São Luís, no Maranhão, a cabeleireira Izabelle Nunes, 26 anos, diz que não tem acompanhado o debate que está sendo feito entre no Congresso e que o assunto também é pouco discutido no seu ambiente de trabalho. Mesmo assim, disse ser favorável à iniciativa.

“Acho que todos nós trabalhadores temos o direito de ter no mínimo dois dias de folga. Cuidar dos nossos estudos, saúde, lazer, cultura e trabalhando nessa escala a gente só se acaba.” 

Trabalhando seis dias por semana, Izabelle disse ainda que o dia a mais de folga ajudaria muito na dinâmica doméstica e familiar. “Faria tudo que desse. Ficaria mais com minha família.”

A professora Karine Fernandes, 36 anos, diz que vem acompanhando o debate por meio das redes sociais. Apesar de não trabalhar na escala 6×1, ela disse ser favorável à redução da jornada.
 
“Acredito ser uma discussão importante, que afeta significativamente a qualidade de vida de muitos trabalhadores.”
 
Karine disse ainda que a pauta é relevante e que afeta diretamente a qualidade de vida das famílias.

“Como mãe, penso em como isso influencia a vivência de crianças que podem ter mais tempo de qualidade com suas mães e pais e como isso tem resultado direto no fortalecimento dos adultos que irão se tornar.”

Fim da jornada 6×1

O fim da jornada 6×1 tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.
 
Estão em tramitação no Congresso Nacional algumas propostas para acabar com essa escala. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.
 
A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.
 
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva também enviou ao Congresso um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Fonte: Agência Brasil

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Palmas reforça ações de proteção à infância com a campanha Maio Laranja

Ao longo do mês, as unidades da Sedes promoverão ações de conscientização e fortalecimento de vínculos

Durante todo o mês de maio, a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), promoverá ações da campanha Maio Laranja, de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.  

Os equipamentos de atendimento da pasta terão programações de conscientização da população para fortalecer a rede de proteção e incentivar denúncias. Ao longo do mês, serão realizadas palestras educativas, campanhas informativas, mobilizações em escolas e comunidades.

A secretária de Desenvolvimento Social, Polyanna Siqueira Campos, enfatizou a proteção da infância e a importância da denúncia. “A campanha Maio Laranja reforça o compromisso de Palmas com a proteção de crianças e adolescentes. Ao longo do mês, teremos orientação, prevenção e fortalecimento de vínculos. Proteger a infância é responsabilidade de todos e denunciar é um ato de cuidado para garantir direitos”.

Denúncias

As ocorrências podem ser denunciadas pelo Disque 100, um canal  gratuito, anônimo e que funciona 24h. Outros canais incluem os Conselhos Tutelares: Taquaralto (63) 99210-5185, Norte (63) 99210-5134, Centro (63) 99210-4982 e região Sul II (63) 99210-5111;  Polícia Militar (190), ou delegacias especializadas.

Fonte: Secom Palmas

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Prefeito Eduardo Siqueira recebe alta e recupera-se em casa após tratamento cardíaco

A partir da alta médica, Eduardo Siqueira seguirá um cronograma focado na reabilitação cardiovascular e no controle de fatores de risco para garantir seu pleno restabelecimento, informa o boletim

O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, recebeu alta hospitalar na noite desta quinta-feira, 30, após apresentar uma evolução clínica favorável ao tratamento de uma síndrome coronariana aguda. Segundo as informações oficiais divulgadas pela Prefeitura de Palmas e pelo terceiro boletim médico do Hospital Saad, o gestor municipal já se encontra em sua residência, onde permanece em repouso ao lado da família.

Durante o período de internação na unidade Cardiocenter, o prefeito manteve um quadro de saúde estável e assintomático, apresentando boa resposta aos procedimentos realizados e resultados satisfatórios nos exames de controle. O boletim médico, assinado pelo cardiologista Andrés G. Sánchez, destaca que a alta foi concedida com orientações rigorosas para a continuação do tratamento medicamentoso e acompanhamento ambulatorial regular.

A partir da alta médica, Eduardo Siqueira seguirá um cronograma focado na reabilitação cardiovascular e no controle de fatores de risco para garantir seu pleno restabelecimento, informa o boletim médico.

Fonte: T1-Notícias

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Dorinha mostra força no interior e chega com protagonismo em Abreulândia

Recebida com entusiasmo pela população e lideranças locais, Dorinha participou do principal dia de festividades e reforçou sua presença cada vez mais forte no interior do estado

A senadora e pré-candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha, foi um dos grandes destaques desta quinta-feira (30) em Abreulândia, durante as comemorações pelos 33 anos de emancipação política do município e a programação da XVIII Expoagro.

Recebida com entusiasmo pela população e lideranças locais, Dorinha participou do principal dia de festividades e reforçou sua presença cada vez mais forte no interior do estado. O evento reuniu autoridades, grande público, final de campeonato municipal e uma programação cultural que movimentou a cidade no Parque de Exposição Agropecuária.

Com discurso firme e voltado ao desenvolvimento dos municípios, a pré-candidata destacou a importância de investir nas cidades e valorizar quem vive nelas. “Abreulândia representa a força do nosso povo. É no interior que estão as prioridades e é por essas pessoas que seguimos trabalhando”, afirmou.

A passagem pelo município também evidencia resultados concretos: ao longo do mandato, Dorinha já destinou quase R$ 8 milhões em recursos para Abreulândia, fortalecendo áreas essenciais e contribuindo diretamente para o crescimento da cidade.

O prefeito Manoel Moura fez questão de destacar o impacto desse trabalho e o prestígio da visita. “É um prazer imenso estar recebendo a nossa senadora no Parque de Exposição. Obrigado, senadora. Abreulândia comemora 33 anos de emancipação política e você é uma campeã de recursos para o nosso município”, afirmou.

Com agenda intensa e presença constante nos municípios, Dorinha amplia articulações, consolida apoios e se posiciona como um dos principais nomes na disputa pelo Governo do Tocantins.

A programação segue até o dia 2 de maio, com a tradicional cavalgada, reunindo moradores e autoridades em mais um grande momento de celebração e identidade cultural.

Fonte: T1-Notícias

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No Dia do Trabalhador, Governo do Tocantins celebra mais de 3,5 mil empregos gerados no 1º trimestre de 2026

Iniciativas do Estado ampliam oportunidades e a qualificação de trabalhadores

O Tocantins chega ao Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira, 1º de maio, com avanços na geração de empregos e na ampliação de oportunidades de qualificação profissional. Somente no primeiro trimestre de 2026, o estado registrou 3.560 empregos formais, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nessa quarta-feira, 29. 

O Sistema Nacional de Emprego (Sine) Tocantins, vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), tem desempenhado papel importante no avanço do mercado de trabalho, atuando na intermediação entre trabalhadores e empresas. De janeiro de 2024 a abril de 2026, foram realizados mais de 160 mil atendimentos de intermediação de mão de obra. Nesse período, 39.406 trabalhadores foram encaminhados ao mercado de trabalho, 3.198 inseridos em vagas e 17.861 oportunidades captadas nas empresas.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca que os resultados refletem o compromisso do Estado com a valorização do trabalhador e o fortalecimento da economia. “Temos trabalhado para garantir que o trabalhador tocantinense tenha acesso ao emprego e à qualificação profissional. Esses números mostram que estamos no caminho certo, com políticas públicas que impulsionam o mercado de trabalho”, pontua. 

Os resultados positivos também foram registrados em 2025. De janeiro a dezembro, o Tocantins registrou saldo positivo de 7.416 novos postos de trabalho, de acordo com dados do Novo Caged. Além disso, o estado apresentou desempenho positivo em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas avaliados. O destaque foi o setor de Serviços, que gerou 3.378 novos postos. Na sequência aparecem Comércio (2.670), Indústria (739), Agropecuária (492) e Construção (137). 

Qualificação profissional

O Governo do Tocantins intensificou as políticas públicas voltadas à inclusão produtiva, por meio de ações coordenadas pela Setas, com foco na qualificação profissional e na intermediação de mão de obra. No primeiro trimestre de 2026, 1.482 pessoas foram capacitadas no estado, sendo 371 em janeiro, 446 em fevereiro e 665 em março.

A secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Cleizenir dos Santos, enfatiza a importância de iniciativas que fortalecem a geração de emprego e renda. “A qualificação profissional é uma das principais portas de entrada para o mercado de trabalho. Atuamos para ampliar o acesso aos cursos e garantir que cada vez mais pessoas estejam preparadas para conquistar uma vaga, gerar renda e transformar sua realidade”, ressalta. 

Por meio do Sine Tocantins, são ofertados serviços como cadastro e encaminhamento para vagas de emprego, orientação para acesso ao seguro-desemprego, além de ações de capacitação e qualificação profissional.

A engenheira agrônoma Cindielle Bezerra Silva procurou o Sine em busca de aprimoramento profissional. “Meu objetivo é crescer profissionalmente e adquirir novos conhecimentos para melhorar meu currículo. Isso pode abrir portas para oportunidades melhores. É o primeiro curso que faço pelo Sine e estou achando maravilhoso, porque alia teoria e prática, o que facilita muito o aprendizado”, salienta. 

Qualificação e inclusão de jovens

Outro destaque é o programa Jovem Trabalhador do Governo do Tocantins, que promove a qualificação e a inserção de tocantinenses no mercado de trabalho. Entre 2023 e 2026, 2.773 jovens, com idade entre 16 e 21 anos e em situação de vulnerabilidade social, foram atendidos em todos os 139 municípios do estado.

Considerado o maior programa de inclusão do Tocantins, a iniciativa é coordenada pela Setas e tem como objetivo preparar os jovens para o primeiro emprego formal, promovendo inclusão social e desenvolvimento de competências profissionais.

Destaque nacional

O avanço do Tocantins no mercado de trabalho também é reconhecido nacionalmente. O estado lidera o índice de formalização do mercado de trabalho na Região Norte, de acordo com o Ranking de Competitividade dos estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). 

O levantamento, que utiliza como base dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mede a proporção de trabalhadores formais em relação ao total de pessoas ocupadas com 14 anos ou mais, refletindo a capacidade dos estados de gerar empregos com direitos assegurados, estabilidade e proteção social. 

O ranking destaca as unidades da federação mais competitivas e o Tocantins ocupa a 13ª posição do país, segundo o levantamento. O desempenho é atribuído a políticas públicas voltadas à qualificação profissional, à intermediação de mão de obra e ao estímulo ao desenvolvimento econômico, ampliando o número de trabalhadores com carteira assinada no estado.

Capital humano em crescimento

O estado também se destaca no indicador de capital humano, ocupando o segundo melhor desempenho entre os estados das regiões Norte e Nordeste, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados de 2025, elaborado pelo CLP. O indicador avalia a qualificação da força de trabalho, a inserção no mercado e a produtividade da mão de obra, fatores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico e social.

O Ranking de Competitividade dos Estados demonstra a consistência do Tocantins no indicador de capital humano que, em 2025, apareceu na 12ª posição. 

Emprego e desenvolvimento industrial

Entre 2022 e 2026, os incentivos fiscais e econômicos concedidos por meio de  programas conduzidos pelas secretarias de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics) e da Fazenda (Sefaz), contribuíram para a geração de mais de 13,1 mil empregos e atraíram bilhões em investimentos privados para o estado. 

Os investimentos projetados pelas empresas se concentraram principalmente no Programa de Industrialização Direcionada (Proindústria), que contabiliza 11 empresas, com mais de R$ 1,008 bilhão em investimentos e 375 empregos previstos. Na sequência, estão o segmento de e-commerce, com seis empresas, cerca de R$ 7,6 milhões em investimentos e 44 empregos; e o comércio atacadista de medicamentos, com duas empresas, aproximadamente R$ 2 milhões em aplicações e 29 empregos. 

Em 2025, foram registrados R$ 373 milhões em investimentos projetados e 2.159 empregos, com 32 empresas contempladas. Já em 2024, os investimentos alcançaram cerca de R$ 889,5 milhões, com a geração de 4.084 empregos e 51 empresas beneficiadas.  

Em 2023, foram cerca de R$ 381,7 milhões em investimentos projetados e 2.197 empregos, com 24 empresas contempladas. Em 2022, foram investidos R$ 583,5 milhões, com a geração de 4.297 empregos e contabilizando 44 empresas beneficiadas.

Fonte: Secom-TO

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Mateiros inicia cobrança da Taxa de Turismo Sustentável e exige guia nos atrativos

Medida entrou em vigor e busca organizar o turismo, preservar atrativos naturais e reforçar a segurança dos visitantes.

Neste 1º de maio, sexta-feira, a Prefeitura de Mateiros iniciou oficialmente a cobrança da Taxa de Turismo Sustentável e a obrigatoriedade de acompanhamento por guia ou condutor ambiental no município. A medida foi anunciada ao longo de abril e contou com ações de orientação, instalação de bases e barreiras, além de capacitação e blitzes educativas.

A medida tem como objetivo organizar o turismo, preservar os atrativos naturais e garantir mais segurança e qualidade à experiência dos visitantes. Nas bases e barreiras instaladas pela Prefeitura, o movimento está estável. Neste primeiro dia, a ação também conta com o apoio da Polícia Militar.

A iniciativa atende à Lei Municipal nº 009/2025, bem como à obrigatoriedade de acompanhamento por guia ou condutor local credenciado nos atrativos turísticos, conforme a Lei Municipal nº 005/2025.

A Taxa de Turismo Sustentável é única, no valor de R$ 30,00 por pessoa. Segundo a Prefeitura, o pagamento pode ser feito presencialmente, nos postos de atendimento do município, ou de forma on-line, por meio do link: https://turismoecologico.tur.br/mateiros

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1º de Maio: estudos mostram projetos que podem melhorar a vida dos trabalhadores

Ipea analisa aspectos da redução da jornada de trabalho, fim da escala 6X1 e subvenção no transporte para melhorar renda e ajudar as famílias

No Dia do Trabalhador, o debate sobre o futuro do trabalho ganha novos contornos à luz de evidências recentes. Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ajudam a qualificar discussões que vão da possível redução da jornada 6×1 aos custos do transporte coletivo no orçamento das famílias, passando por lacunas na produção de dados sobre a população trans e pelas transformações em curso no mercado de trabalho. Em comum, as análises apontam para a necessidade de políticas públicas baseadas em evidências, capazes de equilibrar eficiência econômica, inclusão social e proteção ao trabalhador em um cenário de mudanças estruturais.

Fim da jornada 6×1 em debate

Referência no debate sobre a redução da jornada de trabalho, o Ipea analisou os efeitos econômicos da eventual redução da jornada hoje predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6×1. Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário-mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.

Considerando os grandes setores, como indústria e comércio, nos quais estão mais de 13 milhões de trabalhadores, o impacto direto de uma redução da jornada para 40 horas seria inferior a 1% do custo operacional. Os resultados indicam que a maioria dos setores produtivos apresenta capacidade de absorver aumentos nos custos do trabalho, ainda que alguns segmentos demandem atenção específica.

A análise feita pelos técnicos de planejamento e pesquisa Felipe Pateo e Joana Melo e pela bolsista Juliane Círiaco trata a redução da jornada de trabalho como um aumento do custo da hora trabalhada, adotando uma abordagem distinta de parte da literatura acadêmica, que tende a associar a redução da jornada a uma queda automática do PIB.

Os autores argumentam que não necessariamente o aumento do custo do trabalho implica redução da produção ou aumento de desemprego. Segundo eles, o Brasil já enfrentou choques relevantes no custo do trabalho, como os associados a aumentos do salário-mínimo. Aumentos reais, que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024, não causaram efeitos negativos sobre o nível de emprego. A redução da jornada de trabalho prevista na Constituição de 1988 também não teve impacto negativo sobre o emprego.

Peso do transporte no bolso do trabalhador

A criação de uma contribuição social sobre a folha de pagamento para financiar o transporte coletivo e seus efeitos distributivos potenciais também foi foco de um estudo recente. A proposta tem ganhado força no debate público e tem grande importância para o trabalho brasileiro: os gastos com transporte podem comprometer até 20% do orçamento dos trabalhadores de baixa renda.

O estudo indica que o instrumento apresenta potencial para ampliar o financiamento do setor e reduzir tarifas, bem como produz um efeito distributivo que potencialmente beneficiaria a população de baixa renda, que é a maior usuária do transporte coletivo.

As simulações indicam que mesmo alíquotas abaixo de 1% poderiam gerar receitas expressivas. Em cenários analisados, uma contribuição entre 0,5% e 1% sobre a folha de pagamento seria suficiente para ampliar de forma significativa o volume atual de subsídios ao setor em diversas cidades.

Dados oficiais revelam lacunas sobre população trans

Um estudo do Ipea mapeou sistematicamente as bases de dados oficiais que registram informações relacionadas a pessoas trans no Brasil , inclusive sobre mercado de trabalho. Intitulado A representação de pessoas trans nas bases de dados oficiais do Brasil, o estudo identificou doze fontes federais, distribuídas em seis eixos de políticas públicas: registros de identidade; assistência social; educação; saúde; trabalho e previdência; e vitimização e direitos humanos.

Mas nos registros ligados ao trabalho e à previdência, como Rais e CNIS, o estudo mostrou que a inclusão do nome social ocorreu de forma tardia e incompleta. Embora o eSocial tenha incorporado esse campo, os dados continuam sendo majoritariamente sigilosos e pouco acessíveis para fins analíticos.

Mercado de trabalho em foco

O Ipea também produz o Boletim Mercado de Trabalho . A última edição trouxe reflexões sobre os caminhos para proteger o trabalhador brasileiro, dos jovens em busca do primeiro emprego às pessoas que enfrentam o desemprego. Fatores que condicionam a trajetória do egresso de programas de aprendizagem no mercado de trabalho foram analisados em um dos artigos.

O levantamento, com base na RAIS (2008–2018), mostra que a intensidade da aprendizagem é o principal determinante da trajetória pós-programa. Jovens que permanecem mais tempo como aprendizes (3º tercil de duração) têm 36,8% mais chance de conseguir o primeiro emprego formal e risco 4,2% menor de desligamento desse primeiro emprego, em comparação aos que ficam menos tempo (1º tercil). Entre os demais fatores, homens ingressam um pouco mais rápido no primeiro emprego (chance 4,3% maior) e jovens de 19 a 24 anos apresentam 40,1% mais probabilidade de admissão do que os mais novos. Durante o contrato de aprendizagem, homens e indivíduos mais velhos têm menor risco de desligamento, enquanto ocupações industriais exibem maior chance de encerramento do vínculo.

A edição nº 80 do BMT também mostra o cenário do mercado de trabalho no país. A força de trabalho (total de pessoas acima de 14 anos que estão empregadas ou procurando emprego) alcançou 108,6 milhões de pessoas, o equivalente a 62,4% da população em idade ativa, enquanto o número de ocupados chegou a 102,3 milhões, correspondendo a 94,2% da força de trabalho.

A taxa de ocupação — proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade ativa — atingiu 58,8% no segundo trimestre de 2025, o maior nível para o período em toda a série histórica e três pontos percentuais acima do patamar pré-pandemia. A taxa de participação – parcela da força de trabalho na população em idade ativa – também cresceu, registrando 62,4%, com alta de 0,3 ponto percentual na comparação anual.

A próxima edição do BMT será lançada no dia 6 de maio, das 15h30 às 17h30, com debates sobre inteligência artificial e mais, em Brasília (sala Ana Bete) e na Gerência Regional no Rio de Janeiro.

Conheça projetos sobre o mundo do trabalho

Além de estudos recentes sobre trabalho e emprego, o Ipea tem projetos que geram dados sobre o tema de forma contínua. O Atlas do Estado Brasileiro , por exemplo, é uma plataforma de dados integrados sobre o funcionalismo público, em seus três níveis federativos (federal, estadual e municipal) e dos três Poderes. Além do trabalho de integrar dados, o propósito da plataforma é detalhar, analisar e disponibilizar as informações, de forma estruturada, ao público interessado.

Já o projeto Acesso a Oportunidades traz estimativas de acesso a postos de emprego, saúde e educação por modo de transporte para as maiores cidades do Brasil. A pesquisa utiliza diferentes indicadores para estimar as condições de acessibilidade urbana desagregadas por grupos socioeconômicos e em alta resolução espacial.

Enquanto isso, o Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça visa disponibilizar informações sobre a situação de mulheres, homens, negros e brancos no Brasil. Para tanto, apresenta indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, sobre diferentes campos da vida social, de forma a oferecer um panorama atual das desigualdades de gênero e raça no país e suas interseccionalidades.

Fonte: Agência Gov

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Folha do Jalapão