Controladoria do Estado vai apurar participação de servidores no ataque a Brasília

por Wenina — 10/01/2023 às 07:21 — em Estado

Órgão abriu procedimento para investigar os supostos envolvidos e caso seja confirmado, eles poderão responder processo disciplinar.

A Controladoria-Geral do Estado abriu um procedimento para apurar a suposta participação de servidores nos ataques ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto em Brasília (DF).

As invasões aconteceram na tarde de domingo (8) e os prédios em que são sediados os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário ficaram destruídos.

Conforme portaria nº01/2023, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (9), foi instaurada uma investigação preliminar para apurar o possível envolvimento dos servidores nos ataques ao Estado Democrático de Direito e suas instituições.

A portaria ainda citou que a notícia da suposta participação de agentes públicos nos atentados, uma vez confirmado, eles poderão responder disciplinar.

As apurações preliminares deverão ser encaminhadas aos gabinete do corregedor-geral, Luciano Alves Ribeiro Filho, e do secretário-chefe da Controladoria Senivan Almeida de Arruda para determinação de como serão conduzidas as investigações.

O corregedor-geral da Segurança Pública do Tocantins, Wanderson Chaves de Queiroz, emitiu uma recomendação para que os policiais civis se abstenham de atos e comentários públicos que sejam entendidos como apologia a crimes.

A orientação foi encaminhada na noite deste domingo (8), horas após o ataque de bolsonaristas a Brasília (DF).

Município

Também nesta segunda-feira (9), a prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) determinou apuração sobre servidores públicos municipais que participaram dos atos golpistas e que publicaram fotos nas redes sociais.

Entre os servidores que participaram está Yette Santos Soares Nogueira, ex-candidata a deputada federal. Ela postou fotos e vídeos na Praça dos Três Poderes e na Esplanada, inclusive usando uma máscara de gás. Não há imagens dela danificando o patrimônio público.

Em um relato nas redes sociais ela disse que agiu de acordo com sua liberdade de expressão e tem participado dos atos de forma “patriótica” durante os finais de semana e férias.

Imagens publicadas na rede social também mostram a participação de outra servidora pública nos atos: Janne Mota Magalhães. Ela é professora efetiva da Secretaria Municipal de Educação, com salário de R$ 3,2 mil por mês.

(G1-TO)

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