Dorinha rebate associação com remédios vencidos e diz que saúde precisa melhorar no Tocantins

por Jornal Folha do Jalapao — 27/08/2026 às 18:48 — em Eleições

A senadora e candidata ao Governo do Tocantins, Dorinha Seabra (União Brasil), rebateu nesta quinta-feira, 27, a tentativa de associá-la ao episódio envolvendo medicamentos vencidos na rede estadual de saúde. No debate promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO), ela afirmou que não é responsável pela gestão da área e reconheceu que o sistema público de saúde do estado ainda precisa de melhorias.

O assunto apareceu no primeiro bloco do debate, quando Vicentinho Júnior (PSDB) questionou Ataídes Oliveira (Novo) sobre medicamentos vencidos que teriam sido encontrados em depósito do governo estadual. Dorinha, apoiada pelo governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), pediu direito de resposta, mas a solicitação não foi concedida pela organização.

“Eu não posso dizer se tem ou não tem remédio vencido, se foi ou não foi comprado. Eu não sou gestora, eu não lido com a saúde pública”, afirmou Dorinha. Para a senadora, houve uma tentativa de transferir para sua candidatura problemas atribuídos à atual administração pelo fato de ela receber o apoio de Wanderlei.

Ao mesmo tempo, Dorinha evitou defender que a situação da saúde esteja resolvida. “Agora, dizer que está tudo certo, não está. Senão, o próprio governo não estaria procurando solução”, disse. Ela citou as obras dos hospitais de Araguaína e Gurupi, a construção da maternidade em Palmas e intervenções em outras unidades como ações que precisam ter continuidade.

A candidata afirmou que, caso eleita, pretende adotar ferramentas tecnológicas para acompanhar a compra, o estoque e a utilização de medicamentos. Também citou a necessidade de reforçar as equipes assistenciais e administrativas e buscar maior eficiência na gestão. “Falar de saúde não é brincadeira. É uma coisa séria”, declarou.

Dorinha também defendeu maior integração com os municípios, regionalização dos atendimentos e contratação, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de instituições privadas que já prestam serviços no Tocantins. Segundo ela, parte dessas iniciativas já está em curso e poderá receber mais recursos em uma eventual gestão.

Sobre o pedido de direito de resposta feito durante o debate, a senadora disse considerar que a regra deveria ter permitido sua manifestação por ter sido citada no contexto das críticas. Ela afirmou ainda que eventuais irregularidades precisam ser esclarecidas pelos órgãos responsáveis, mas ressaltou que cabe ao poder público garantir o funcionamento adequado da saúde. “O cidadão tem o direito de ter uma saúde pública funcionando. Não é favor”, afirmou. (Fonte Jornal Opção)

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