Gripe Aviária: Adapec informa que situação está controlada e sendo investigada

por Wenina — 19/05/2025 às 12:54 — em Estado

Adapec informa que situação identificada em um abatedouro avícola no município de Aguiarnópolis está sob controle e não representa risco à saúde humana e que consumo de carne e ovos segue seguro

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) está investigando um caso suspeito de gripe aviária em uma propriedade no município de Aguiarnópolis, norte do estado. Em nota oficial divulgada neste domingo, 18, o MAPA informa que foram adotadas medidas de controle de trânsito, com “manutenção da situação sobre controle e vigilância adequados”. Na sexta-feira, 16, o Ministério da Agricultura confirmou em nota oficial a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em matrizeiro de aves comerciais. A detecção ocorreu no estado do Rio Grande do Sul, no município de Montenegro. A situação levou a China a suspender as importações do produto.

Em nota, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) informou que a situação identificada em um abatedouro avícola no município de Aguiarnópolis está sob controle e não representa risco à saúde humana. O consumo de carne e ovos segue seguro.

Segundo a Adapec, durante inspeção de rotina, o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) da Agência detectou, em um lote de 40 mil aves, sete animais com sintomas compatíveis com a Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves e que, de imediato, amostras foram coletadas e, em menos de 48 horas, enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Campinas (SP).

Conforme a Agência, o laudo preliminar, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no domingo, 18, descartou a presença dos vírus da gripe aviária (H5N1 e H7N9) de alta patogenicidade. O material analisado detectou a presença de influenza A de baixa patogenicidade.

A nota da Adapec ressalta que, como medida preventiva, a propriedade foi interditada — atualmente sem a presença de animais — e as carcaças do lote foram isoladas no abatedouro até a conclusão da investigação. Todas as ações seguem os protocolos sanitários estabelecidos, dentro da normalidade e das rotinas técnicas da Agência.

A Adapec destaca que a detecção precoce e a ação eficiente dos técnicos do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) da Agência garantiram o controle da situação. O número de animais que apresentaram enfermidade, os sintomas encontrados, e os achados de necrópsia corroboram com o resultado preliminar.

A Agência reafirmou seu compromisso com a transparência e informa que trabalha para assegurar a sanidade do plantel avícola do estado do Tocantins, por meio de treinamento técnico, fiscalização intensificada nas barreiras fixas e móveis, mapeamento de aves migratórias, vigilância ativa em granjas e na criação de subsistência, educação sanitária, atendimento à notificações e estudos soroepidemiológicos sobre influenza aviária (H5N1) de alta patogenicidade e Newcastle.

Rotina

De acordo com o Ministério da Agricultura, as investigações de suspeitas são rotina na atividade da Defesa Agropecuária, e que em casos onde emergências são declaradas o sistema fica sensibilizado e o número de investigações tende a aumentar em um primeiro momento, “o que reforça a robustez do sistema de Defesa Agropecuária do Brasil, que atende e trata todas as investigações com eficiência e transparência”.

Confira aqui a Nota Oficial do Ministério da Agricultura na íntegra

Não há restrição de consumo

O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo. O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

As medidas de contenção e erradicação do foco previstas no plano nacional de contingência já foram iniciadas e visam não somente debelar a doença, mas também manter a capacidade produtiva do setor, garantindo o abastecimento e, assim, a segurança alimentar da população.

O Mapa já comunicou, de forma oficial, os entes das cadeias produtivas envolvidas, à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), aos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, bem como aos parceiros comerciais do Brasil.

O Serviço Veterinário brasileiro vem sendo treinado e equipado para o enfrentamento dessa doença desde a primeira década dos anos 2000.

Ao longo desses anos, para prevenir a entrada dessa doença no sistema de avicultura comercial brasileiro, várias ações vêm sendo adotadas, como o monitoramento de aves silvestres, a vigilância epidemiológica na avicultura comercial e de subsistência, o treinamento constante de técnicos dos serviços veterinários oficiais e privados, ações de educação sanitária e a implementação de atividades de vigilância nos pontos de entrada de animais e seus produtos no Brasil.

Tais medidas foram cruciais e se mostraram efetivas e eficientes para postergar a entrada da enfermidade na avicultura comercial brasileira ao longo desses quase 20 anos.

Fonte: T1-Notícias

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