Tocantins - 24/10/2020 - 14:58

Joseph: do interior do Maranhão para o centro de negócios do Tocantins

Postado em 09/04/2019

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“Se Deus nos permitir que a gente tenha um projeto
na área do Jalapão também, não tem nenhuma dúvida
de que naquela comunidade ali em volta, nós teremos
ações de apoio, de amparo”

O empresário Joseph Ribamar Madeira, diretor-presidente do Grupo Jorima, tem sua trajetória de sucesso amplamente divulgada nos últimos tempos, principalmente após assumir a presidência da Associação Comercial e Industrial de Palmas (ACIPA). Em uma entrevista ao jornal Folha do Jalapão, ele relembra como conseguiu chegar a posição que ocupa hoje e fala sobre o avanço nos investimentos em Energia Solar no Tocantins.


Ao receber a equipe da Folha, Joseph faz questão recepciona-la pessoalmente, reforçando sua imagem de personalidade acessível. A conversa se inicia em uma das salas de reunião da sua empresa, com sede localizada na região Sul de Palmas.


Natural de Penalva, município do Maranhão, Joseph chegou ao Tocantins no fim da década de 90, em busca de oportunidades profissionais. Segundo ele, devido sua origem humilde, não existia nada que sinalizasse que se tornaria empreendedor. “Quando eu vim para Palmas, eu só queria um emprego. O primeiro lugar que eu fui fazer uma matéria como teste, foi exatamente na Acipa. Estava tendo uma eleição na época e fiz a matéria.

Fiquei grato, porque por meio dela eu consegui meu primeiro emprego aqui. Vinte e cinco anos depois, não tinha como eu fazer um planejamento: ‘agora vou fazer as coisas certinhas, vou abrir minha empresa para um dia virar presidente da Associação’. Não tinha chance nenhuma”.


Sempre ressaltando a presença de Deus em sua vida e que sempre cultivou o espirito de gratidão, Joseph acredita que todo o caminho que percorreu até aqui foi com um propósito. “Esse lance de empreender foi muito Deus, porque não tem ninguém na minha família [empresário], eu não lia sobre, eu vim assistir palestras [a respeito] depois que eu já estava aqui em Palmas. Então na verdade foi mesmo um desenho de Deus. Se eu for dizer que eu tenho algum mérito pessoal, estaria falhando feio”, descreve Joseph.
Energia Solar


Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 2018 o número de conexões de microgeração de energia subiu para mais de 20 mil instalações com atendimento a 30 mil unidades consumidoras, o que representa uma potência instalada de 247,30 MW – suficiente para atender 367 mil residências. Joseph Madeira viu nesse crescimento uma oportunidade de expandir a cartela de negócios do Grupo Jorima, e apostou nas potencialidades do Estado.


Foi no final do ano passado que a empresa inaugurou sua participação no ramo fotovoltaico. Segundo o gestor, foram investidos mais de R$ 500 mil apenas na sede do Grupo Jorima, tornando-a autossuficiente em toda a energia que consome. “Todo nosso telhado é com placas solares”, orgulha-se.


Também foi montada uma mini usina de Energia Solar com garagem solar, além de ser instalado o primeiro carregador público de carros elétricos do Estado com capacidade para atender dois veículos que podem ser carregados em 30 minutos.


Os investimentos, segundo Joseph, são atraídos de empresas internacionais. “Temos implantado algumas políticas de atrair investidores nessa área. O grupo Jorima começou nesse negócio há pouco tempo, mas já ocupa uma posição de protagonista nesse jogo. A Energia Solar é um negócio que envolve muitos atores externos, sendo que os principais investidores são internacionais, como os alemães, os chineses e os coreanos”, explica o empresário.

Ações sociais


Ao ser perguntado sobre qual a responsabilidade social do Grupo Jorima, diante das possibilidades de expandir sua atuação no Estado, Joseph garantiu que, quando os projetos relacionados à Energia Solar se concretizarem, ações em benefício da sociedade serão realizadas.


“Se Deus nos permitir que a gente tenha um projeto na área do Jalapão também, não tem nenhuma dúvida de que naquela comunidade ali em volta, nós teremos ações de apoio, de amparo”, garante o empresário.
“Um dos pontos fortes que eu aponto da Jorima, é justamente como que ela lida com as pessoas, começando pelos seus colaboradores. A responsabilidade que ela tem nessa atuação. A energia solar amplia essa possibilidade. Então existe esse propósito [social]. Ele será implantado quando nós instalarmos os projetos em determinadas regiões”, aponta.

Sua história inspira outras pessoas a empreender

“Eu gosto muito da ideia de fomentar o empreendedorismo nas pessoas. A transformação das pessoas começa quando cada um chama para si a responsabilidade pela sua formação. Esse é um despertar que as pessoas precisam ter. Cada novo dia é uma página branca que Deus dá para que a gente escreva ali nossa história”, afirma Joseph.


Para ele, o ideal é que as pessoas busquem as melhorias, mas ressalta que o ponto de partida para que estejam felizes, é estarem satisfeitas com o ambiente em que vivem. “É preciso que haja esse sentimento de compreensão. De compreender o ambiente em que estou e entender que a mudança é lenta, mas só é possível se seu coração estiver sereno”, ilustra Joseph, dando como exemplo o fato do jornal Folha do Jalapão existir, através da força de vontade e crença de que daria certo, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas.
“É necessário pensar: ‘Deus me colocou aqui, então é daqui, com esse pouco que eu tenho que eu vou escrever uma história’. E também exercer uma coisa chamada gratidão. Um coração grato é um terreno propício para uma boa colheita. Ele não reclama. Ele é mais leve e contagia as pessoas”, relata Joseph Madeira.

Acipa

Em seu trabalho à frente da Associação de Empresários de Palmas, Joseph já vem deixando sua marca. Está reformando o prédio da entidade e implementando uma gestão mais próxima dos associados. “Nós trabalhamos com o conceito de ‘Acipa para todos’. Vamos de algum modo chegar a todos os empresários da capital e colocar a entidade a disposição deles. Esse é só o primeiro passo para ser, efetivamente, porta voz do empresário”, destaca.


“Nós criamos três comitês de atuação. Um deles se chama comitê de desenvolvimento do mercado. São grupos de pessoas que estudarão as questões focadas em desenvolver e melhorar o mercado”, explica Joseph.
Sobre a integração dos pontos comerciais e dos empresários de toda a Capital, Joseph diz que criou uma diretoria em Taquaralto e em breve levará uma para Taquaruçu para o que ele chama de “união de propósitos”. Seu objetivo é fazer uma convergência com esses centros comerciais dos bairros de norte a sul de Palmas.

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