Justiça barra propagandas com fake news da campanha adversária a Vicentinho

por Jornal Folha do Jalapao — 22/10/2026 às 14:39 — em Eleições

Segundo a campanha de Vicentinho, propagandas com recortes de entrevistas, áudios e montagens foram alvo de determinações de suspensão e proibição de reexibição

A estratégia de atacar Vicentinho Júnior por meio de conteúdos falsos ou descontextualizados sofreu sucessivas intervenções da Justiça Eleitoral. Levantamento da assessoria jurídica da Coligação Pra Cima Tocantins reúne oito ações contra Professora Dorinha e sua coligação, com decisões favoráveis, integrais ou parciais, em sete delas. As medidas incluem a suspensão de propagandas, proibição de reexibição, direito de resposta e perda de tempo de propaganda. Para a assessoria, a repetição das práticas evidencia o uso sistemático da desinformação para atingir a imagem do candidato.
 

Entre os casos já julgados estão duas representações apresentadas em setembro: uma contra propaganda que utilizou trechos de conversa telefônica de Vicentinho com uma jornalista e outra contra uma inserção que atribuía ao candidato e à esposa a movimentação de R$ 170 milhões em uma “empresa fantasma”. Na primeira, a Justiça determinou a suspensão da peça e a perda de dois minutos de propaganda, após ajuste da penalidade em embargos. Na segunda, manteve a suspensão e concedeu direito de resposta. Outra ação relacionada à Operação Overclean foi julgada parcialmente procedente, mantendo a remoção de publicações e proibindo a reprodução de conteúdos com o mesmo teor gravemente descontextualizado.
 

Em outubro, novas decisões alcançaram uma montagem com trechos da entrevista de Vicentinho à TV Anhanguera, uma propaganda que transformava digitalmente sua imagem na de outra personalidade política e vídeos com recortes de conversa telefônica e de debate. Nessas quatro ações, as liminares determinaram a suspensão das peças ou impediram sua reexibição na mesma sequência de edição, com previsão de multas em caso de descumprimento. Os processos ainda aguardam julgamento de mérito.
 

O levantamento considera exclusivamente ações dirigidas à própria adversária e à sua coligação, sem contabilizar processos contra perfis de terceiros ou veículos de comunicação. Segundo a assessoria jurídica, os casos mostram a recorrência de edições e associações que comprometem o contexto original das falas e induzem o eleitor a interpretações enganosas. Das oito ações relacionadas, apenas uma não registra medida favorável: a análise da liminar ficou prejudicada porque a mídia indicada estava indisponível, e o processo segue aguardando julgamento.

Fonte: T1-Notícias

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