Lula vê ‘erro’ e diz que serviço de inteligência ‘não existiu’ em ataques golpistas

por Wenina — 19/01/2023 às 08:29 — em Destaques

Petista contou que viajou a São Paulo na antevéspera dos atos porque foi informado de que ‘estava tudo tranquilo’.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (18) que houve um “erro” dos serviços de inteligência do país que não o alertaram sobre a possibilidade dos ataques golpistas em Brasília no dia 8 de janeiro.

O petista afirmou que a inteligência do governo nas vésperas do ataque “não existiu” e que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as Forças Armadas não serviram para alertá-lo sobre o que poderia ocorrer na capital federal.

O presidente contou que na sexta-feira, 6 de janeiro, viajou para São Paulo e que, àquela altura, tinha a informação de que estava “tudo tranquilo” em Brasília, que havia somente 150 pessoas no acampamento golpista montado em frente ao Quartel-General do Exército.

Ele também disse que tinha sido avisado de que não seria permitida a entrada de mais ônibus e que não teria aglomeração de mais pessoas no local.

“Nós temos inteligência do GSI, da Abin, do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, ou seja, a verdade é que nenhuma dessas inteligências serviu para avisar ao presidente da República que poderia ter acontecido isso. Se eu soubesse na sexta-feira que viriam 8 mil pessoas aqui, eu não teria saído de Brasília. Eu saí porque estava tudo tranquilo”, afirmou Lula.

Após os ataques na Praça dos Três Poderes, Lula disse que soube que os atos estavam sendo convocados “há mais de uma semana” pelas redes sociais.

“Não foi nenhum analfabeto político que invadiu isso aqui. Era gente que preparou isso durante muito tempo. Eles não tiveram coragem de fazer nada durante a posse. Na verdade, nós cometemos um erro, eu diria elementar: a minha inteligência não existiu. Eu saí daqui na sexta-feira com a informação que tinham 150 pessoas no acampamento, que tava tudo tranquilo, que não iriam permitir que entrasse mais ônibus, que não iriam permitir que juntasse mais ninguém. Eu viajei para São Paulo na maior tranquilidade. E aconteceu o que aconteceu”, afirmou.

(G1)

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