Mãe de estudante que perdeu pé e morreu em rodovia cobra resultado de laudo: ‘Esperando para enterrar com o corpo dela’

por Jornal Folha do Jalapao — 09/07/2026 às 13:44 — em Cidades

A família aguarda há mais de um mês o resultado do exame pericial que irá identificar se membro encontrado é dela. Motorista que bateu contra motocicleta da vítima foi indiciado.

Maria Aparecida dos Santos é mãe de Jhenyfer Camilly Alves dos Santos, de 22 anos, que morreu após acidente na BR-010, em Palmas. A jovem estava em uma motocicleta quando foi atingida de frente por um carro e teve o pé amputado durante o impacto. A família aguarda há mais de um mês o resultado da perícia que irá confirmar se o membro encontrado há 5 km do acidente é dela.

O acidente aconteceu na manhã de 17 de maio, no km 3 da BR-010. Jhenyfer e o marido, Sergiomar de Freitas Lima, seguiam de motocicleta para visitar parentes em Aparecida do Rio Negro.

“Estamos esperando o resultado para enterrar com o corpo dela. É algo muito triste porque queremos enterrar o membro dela, se realmente for dela”, diz Maria.

A mãe conta que a filha tinha o costume de fazer chamadas de vídeo para conversar com os irmãos. Jhenyfer estudava em Palmas e a família mora em Aparecida do Rio Negro. “O dia a dia tem sido muito triste, não só para mim mas também para os irmãozinhos dela. Todos os dias ela fazia chamada de vídeo e eles sentem falta”, relata.

O motorista do veículo que bateu contra a motocicleta foi o policial militar Nerivaldo Mendes, de 39 anos. Ele foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

O militar permaneceu no local após o acidente, prestou socorro às vítimas e realizou o teste do bafômetro, que teve resultado negativo para consumo de álcool, de acordo com a Polícia Civil. Segundo a Polícia Militar do Tocantins, ele estava de folga e dirigia carro particular.

Quem era Jhenyfer

Jhenyfer Camilly Alves dos Santos era estudante de nutrição prestes a conquistar o diploma. Ela trabalhava como vendedora em uma loja de departamentos e era descrita como uma jovem “cheia de vida” e que sonhava em se formar para ajudar os pais.

“Minha filha era meiga, amava os irmãos. Ela falava que iria terminar a faculdade para ajudar a família. Jhenyfer estava no melhor momento da vida dela. Estava alegre, sorridente, cheia de vida”, disse a mãe.

Segundo Sandro Lima, cunhado de Jhenyfer, ela deixou lembranças marcadas pelo carisma e pelo sorriso constante. “Era uma menina alegre. Estava sempre sorrindo”.

Fonte: G1-TO

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