Tocantins - 04/12/2020 - 05:37

Marilon tem gestão aberta ao diálogo e se diz candidatíssimo à reeleição

Postado em 15/04/2019

Compartilhe no:

À frente da Câmara Municipal de Palmas há três meses, o novo presidente, vereador Marilon Barbosa (PSB), antecipou, em primeira mão, ao Jornal Folha do Jalapão, que sairá candidato à reeleição. Na entrevista, o parlamentar falou de suas ambições políticas, relembrou sua trajetória até chegar ao segundo mandato e destacou os avanços de sua gestão.


Sobre o atual cenário político, o vereador falou do governo de Mauro Carlesse, do qual seu irmão, o ex-deputado Wanderlei Barbosa é vice, e disse que deu seu voto aos dois por convicção. “Eu votei no Carlesse acreditando no governo dele, por uma questão de convicção. Tenho certeza que ele fará um grande governo. Ele tem que trabalhar mesmo é nesse pensamento de geração de emprego, criando novas oportunidades aos jovens, aos pais e mães de família, aos próprios funcionários públicos. Eu acredito! Tenho certeza que ele pode fazer um grande governo, com flexibilidade”, opinou.


Em relação as suas pretensões a reeleição, Marilon garantiu que é “candidatíssimo”. “Eu pretendo sair candidato à reeleição a vereador novamente. Sei que é mais um desafio a ser rompido e a gente só rompe as limitações com persistência e eu sempre coloco na minha frente a arte de vencer”.

Foco da gestão é a unidade


Durante a entrevista, Marilon fez questão de destacar sua abertura ao diálogo, flexibilidade e disse que sua gestão tem recebido muita contribuição dos demais vereadores e também de funcionários da Câmara. “Como gestor desse parlamento, eu procurei trabalhar em unidade, até com os meus adversários. Nós só crescemos e alcançamos as nossas metas quando trabalhamos nessa união, com os funcionários públicos, com o povo tocantinense e com os grandes políticos do nosso Estado, tornando ele globalizado. Todos os políticos são importantes com as suas ideias, orientando. É muito bom quando nós trabalhamos com uma variedade de ideias. Isso, prezando a ética e a transparência, sempre”, disse Barbosa.


O parlamentar se considera um gestor flexível e de que as portas do seu gabinete estão sempre abertas para receber e ouvir sugestões dos colegas. “Ter flexibilidade é você dar um passo atrás para dar dez adiante. É reconhecer que você sabe menos que o seu subordinado. E eu sempre trabalhei nessa tese. Sempre procurei as novas ideias, busquei ouvir as pessoas. Eu sempre trabalhei assim. Nunca tomei uma decisão individual”, enfatiza.

Situação financeira


Assim como a Prefeitura, a Câmara de Palmas passa por uma crise econômica que tem impedido novos investimentos, como a aquisição ou construção de um prédio para instalar sua sede. De acordo com Marilon, a gestão anterior deixou muitas dívidas.


“O presidente que me antecedeu diz que deixou R$ 1 milhão no caixa. Na realidade, R$ 400 mil era para devolução à prefeita e R$ 600 mil eram de encargos sociais que já estavam comprometidos. Ficaram faltando R$ 2,7 milhões para cobrir a folha de pagamento do mês de dezembro. Tanto que eu e o vereador Milton Neres tivemos que ter uma conversa com a prefeita Cinthia para ela adiantar o duodécimo”, explicou.


A medida, segundo ele, acabou prejudicando as contas da sua gestão. “Eu fiquei no prejuízo, porque o limite prudencial é de 70% e essa folha de pagamento do mês de dezembro entrou na minha gestão. Essa folha, mais R$ 1,5 milhões de dívidas que ficaram, dá quase R$ 4 milhões de dívidas do gestor anterior”, escancara.


O contrato de aluguel do atual imóvel está vencido desde fevereiro deste ano, mas segundo Marilon, os tramites para a regularização estão avançando. “Nós pegamos a Câmara devendo dois meses de aluguel. Nós colocamos em dia, mas quando venceu o contrato e nós pedimos a documentação, como o habite-se, por exemplo, não tinha. Então nós não poderíamos fazer o pagamento do aluguel sem as documentações necessárias. Foi aonde tive o problema, porque eu poderia ficar inelegível”, explicou.


Segundo ele, sua assessoria já conseguiu um parecer jurídico da Câmara junto ao Ministério Público Estadual (MPE), para que seja feito um aditivo e o contrato seja prorrogado por mais 12 meses, até que a situação seja regularizada.

Nova sede da Câmara


Apesar da polêmica em torno do aluguel, Marilon está confiante que ainda na sua gestão o legislativo estará de casa nova. Ele contou com exclusividade ao Folha do Jalapão que em breve o parlamento deve se mudar para sua sede. “Eu acredito que daqui 10, no máximo 12 meses, estaremos na nossa sede própria. Isso será possível por meio de uma parceria público-privada. Nossas articulações já estão bastante adiantadas e, se sair tudo como estamos pensando, será com certeza a melhor do Brasil, em todos os aspectos: em fachada, estrutura, em beleza, digital, com energia solar, três elevadores. Daqui a 20 anos, ainda será uma construção moderna”, adiantou Marilon.

Funcionalismo


O presidente descartou qualquer possibilidade da Câmara fazer um concurso público nos próximos anos. Os aprovados no último certame tomaram posse na segunda quinzena de janeiro deste ano e, conforme Marilon, a quantidade de funcionários que hoje trabalham na Casa está equilibrada.


“Quando houve aquele equívoco dizendo que eu não ia dar posse aos funcionários públicos, achei um absurdo. Eu nunca disse isso e não sei de onde ventilou essa conversa de que eu não daria posse aos novos funcionários da Câmara. Agora, a possibilidade de se fazer um novo concurso no momento não existe. Há os cargos comissionados e os efetivos. Eu aproveitei todos os funcionários da Casa, para ficar uma despesa pequena”, descreveu.

“Nós não trabalhamos nos dias de hoje, como era antigamente”

Marilon disse que sua relação com a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, é das melhores possíveis. Ele afirma que o legislativo é um poder paralelo ao executivo e fez críticas à gestão do ex-prefeito, Carlos Amastha. “Nós não trabalhamos nos dias de hoje, como era antigamente. A Câmara era como se fosse uma extensão do paço municipal, que tinha um prefeito truculento, que passava por cima de todas as comissões, às vezes, para aprovar um projeto, como foi o caso do Habita Palmas”, comparou.


Ele diz que o clima na Casa de Leis melhorou bastante, na questão de relacionamento com o executivo. Inclusive, fez questão de lembrar a atitude da prefeita, logo no início de sua gestão frente à Câmara, quando ela antecipou o duodécimo 2019, no valor de R$ 2,1 milhões, que foi usado para cobrir o rombo deixado pelo presidente anterior, José do Lago Folha Filho.
“Nós temos um bom relacionamento com a nossa prefeita. Ela é cristã, também tem flexibilidade e tem procurado acertar. Porque ela pegou o Paço Municipal numa situação bem difícil, onde, no mês de abril [de 2018], só restavam 30% do orçamento. Ela teve realmente que se virar nos 30, para colocar a folha de pagamento em dia, pagar os credores. Foram mais de R$ 1 milhão de reais em dívidas”, pontuou.


Em sua fala, não poupou críticas à Amastha, seu correligionário de partido. “Não consigo nem entender, quando vi ele pedindo perdão a Palmas, pela forma que ele deixou o Município. Fazendo apenas uma maquiagem, pintando meio-fio, colocando flores em jardins e deixando a periferia sem asfaltar, como foi o caso do Taquari, do Santa Helena e muitas outras quadras, como também é o caso de Taquaruçu, que tem uma parte para asfaltar. Vir embelezar o centro e dizer que não tinha buracos. Como não? Cadê o asfalto do Taquari, que nunca saiu, que ele prometeu nas duas gestões”, questionou.


Pioneirismo na política tocantinense vem de berço

Vindo de uma família tradicionalmente política, tendo como patriarca o primeiro prefeito de Palmas, Fenelon Barbosa, o administrador Marilon Barbosa Castro, de 57 anos, é casado com Elionice Lima Cardozo Castro e natural do município de Porto Nacional. Sua família se mudou para o Distrito de Taquaruçu quando ele tinha 5 anos de idade, e ali se tornou a base política dos Barbosa.


Ao falar de sua mãe, dona Maria Rosa Castro Sales e do seu pai, o líder Fenelon, Marilon rememora os feitos da família, quando Palmas sequer existia. “Meu pai já era um líder e fazia política sem pensar em retorno. Tanto é que, quando saiu a ideia de emancipar Taquaruçu e ele se candidatou, foi uma votação muito expressiva. Teve quase 100% de votos para prefeito de Taquaruçu”, relembra.


Após a eleição para a emancipação de Taquaruçu, Fenelon recebeu uma ligação do ex-governador Siqueira Campos, pedindo para trazer a capital para o centro do Estado. “Ele disse ao meu pai: ‘você fornece Taquaruçu?’ e papai disse que sim. Daí, instalaram a Capital, trazendo o progresso para a margem direita do Tocantins”, conta com orgulho Marilon.


“Aqui era tudo muito difícil. Não tinha transporte, não tinha médico, não tinha escola. Um índice de analfabetismo muito grande. Quando meu pai entrou é que ele fez 20 unidades de escolas em alguns setores de Palmas”, relembra.


Atualmente


Além da sua atuação na Câmara, Marilon se dedica a sua fé – ele é evangélico, e a projetos sociais como o Impacto Social Cristão e o Instituto Maria Rosa, através do qual ele realiza ações gratuitas como oferta de fisioterapia, hidroginástica, esporte, casamentos comunitários, distribuição de cestas básicas e até construção de casas.

Compartilhe no:

Relacionados