MATEIROS: Alunos do Quilombo Mumbuca participam de oficinas na Escola Estadual Silvério Ribeiro de Matos

por Wenina — 01/09/2023 às 09:29 — em Cidades, Destaques

As oficinas ocorrem antes da Festa da Colheita do capim-dourado, que ocorre nos dias 15 a 17 de setembro. Nos encontros, os estudantes aprendem a produzir itens nativos na comunidade e interagem com os moradores mais antigos

Um saber que é passado de geração em geração. Histórias, culturas e tradições que são mantidas a partir do interesse das crianças e da contribuição de toda a comunidade. Assim acontece no Quilombo Mumbuca, localizado no município de Mateiros, e um dos locais mais representativos do Jalapão. O Projeto Escola no Quilombo tem contribuído com a formação tradicional dos pequenos moradores, que herdam uma herança cultural dos mais antigos, e a missão de dar continuidade aos ensinamentos.

A Escola Estadual Silvério Ribeiro de Matos, em parceria com a Superintendência de Educação de Palmas (SRE) e Gerência de Educação do Campo e Quilombola, realiza oficinas para os estudantes, com o objetivo de integrar alunos e comunidade. Os encontros, além de contarem com palestras, também são utilizados para a produção de itens nativos da comunidade, como a violinha de buriti e o artesanato em capim-dourado.

Os produtos serão expostos durante a Mesa Dourada na Casa de Cultura Dona Miúda, pelo segundo ano consecutivo, durante a festividade da colheita do capim-dourado, que ocorre nos dias 15, 16 e 17 deste mês. Além de expor, os alunos também farão a abertura do evento em que também abordam os temas que foram refletidos durante as oficinas, juntamente com os mestres da cultura local.

A diretora da unidade escolar, a quilombola Sirlene Matos, reflete que as crianças têm a oportunidade de perceber conhecimentos típicos do quilombo, perpetuando-os para os mais jovens.

“Desde 2022 participamos da festa com maior intensidade, para nós é muito importante saber que a escola da comunidade tem saberes e valores que são primordiais para nós. Os professores tem o conhecimento das letras, mas temos mestres que tem o conhecimento do cofo, do balaio, da viola, e tudo para nós é importante, não podemos deixar isso morrer. A escola tem esse papel, com o objetivo de incentivar e mostrar a nossa identidade”, reforçou.

Os encontros de saberes da cultura quilombola contam com a ajuda de mestres dos saberes quilombolas, que fazem questão de repassar aos mais jovens os ensinamentos, como o mestre da viola de buriti, Arnon Tavares, Cleidimar Tavares e Martina Tavares, Antônia Tavares, Edinei Ribeiro, a pioneira Dotora, dentre outros. Os moradores fazem palestras e confeccionam os produtores, ensinando para os mais jovens uma herança secular.

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