Mateiros participa de estudo do Ministério da Saúde para controle do mosquito da dengue

por Wenina — 26/04/2024 às 14:28 — em Cidades, Destaques

O estudo conta com as instalações de armadilhas em residências, que atrairão as fêmeas do mosquito. As análises serão feitas em laboratório

Nesta quarta-feira, 24, a Secretaria Municipal da Saúde de Mateiros, por meio da Coordenação de Vigilância Epidemiológica, em parceria com os agentes comunitários de saúde, iniciou a instalação de 25 armadilhas para capturar o mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue. A iniciativa faz parte de um estudo, tendo em vista que Mateiros foi um dos Municípios selecionados para participar do projeto de pesquisa idealizado pelo Ministério da Saúde (MS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Secretaria de Estadual de Saúde (SES), intitulado Fortalecimento da Vigilância Entomológica do Aedes, através das armadilhas.

O dispositivo que foi instalado é chamado ovitrampas, e serve para observar e avaliar, de maneira rápida e eficiente, a quantidade de ovos que o mosquito consegue depositar em local com água parada, como explicou a coordenadora da vigilância epidemiológica e endemias do Município, Andreia Vieira da Silva. “Esse procedimento faz parte de um estudo que visa direcionar as ações de combate e os locais de atuação das equipes de combate às Endemias. A instalação das armadilhas está sendo feita pelos agentes de combate às endemias (ACE) que passaram por uma capacitação realizada pela coordenação Estadual de controle vetorial”, ressaltou.

Ovitrampas


O dispositivo consiste em um recipiente preto com água e uma substância chamada levedura de cerveja. Para atrair a fêmea é acrescentada uma palheta de madeira para facilitar a postura dos ovos.

As ovitrampas foram instaladas em residências em um raio de 300 metros umas das outras e permanecerão lá por cinco dias consecutivos, sem gerar perigo aos moradores, pois serão retiradas antes da fase adulta, que acontece normalmente entre sete a dez dias. O processo será repetido nos meses seguintes.

Após a retirada mensal dos dispositivos, as palhetas serão levadas para laboratório para análise. Os dados são coletados e serão tabulados em sistema.

“Com as armadilhas saberemos em quais áreas eles estão mais concentrados e podemos realizar medidas de controle mais eficazes”, declarou a coordenadora Andréia.

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