OPERAÇÃO CANGUÇU: Policiais recebem medalhas em cerimônia que marca o fim da caçada aos criminosos

por Wenina — 18/05/2023 às 20:47 — em Destaques, Estado

Solenidade aconteceu no Quartel do Comando Geral (QCG) nesta quinta-feira (18). Entre os números da operação com relação às apreensões estão 22 fuzis, duas pistolas, mais de duas mil munições, cinco granadas e até R$ 5 mil em espécie.

Por volta das 17h desta quinta-feira (18), o comboio com viaturas da Polícia Militar que deixou a região de Pium, no oeste do estado, chegou ao Quartel do Comando Geral (QCG), onde aconteceu a solenidade que marcou o fim da primeira fase da Operação Canguçu.

Por 39 dias, os policiais participaram de diversos confrontos com criminosos que atacaram Confresa (MT), na tentativa de assaltar uma empresa de transporte de valores, e fugiram para o Tocantins. Tudo começou em 9 de abril deste ano e no dia seguinte ao ataque, o bando escapou para o Tocantins pelos rios Araguaia e Javaés, nas proximidades de Pium e municípios vizinhos.

Todos os policiais militares que estiveram no cerco policial e ajudaram na captura de cinco suspeito e morte de outros 18, saldo final da operação, receberam medalhas de hora de mérito pela atuação e condução de equipes durante a operação.

Entre os números da operação com relação às apreensões estão 22 fuzis, duas pistolas, mais de duas mil munições, cinco granadas, 15 coletes a prova de balas e até R$ 5 mil em espécie, que estavam em posse dos suspeitos. Outros materiais como roupas, mochilas e alimentos também foram apreendidos ao longo das abordagens.

Governador Wanderlei Barbosa entregou medalhas de honra a militares — Foto: Arthur Girão/g1 Tocantins

Participaram da cerimônia o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), deputados estaduais, federais, secretários de estado e outras autoridades do Tocantins. O secretario nacional de Segurança Pública Tadeu Alencar representou o governo federal no evento.

“O governo federal defende o cumprimento da lei, o respeito aos Direito Humanos, o uso progressivo da força e, claro, aumentando a capacidade operacional das forças de segurança, porque ninguém pode enfrentar crime organizado, que usa armamento pesado, que usa explosivos, que usa viaturas blindadas, com a capacidade operacional que pode fragilizar a atuação das nossas forças de segurança”, disse o secretário do Ministério da Justiça.

Com o balanço da operação, Tadeu Alencar também acrescentou que acredita que o enfrentamento da violência deve acontecer de forma integrada, como aconteceu na Operação Canguçu, que envolveu policiais de cinco estados. “Acho que é um experimento essa atuação entre estados é uma novidade que nós aperfeiçoamos e claro, como disse, sempre observando o cumprimento da lei e respeito aos Direitos Humanos”, comentou.

O governador Wanderlei Barbosa agradeceu o trabalho dos militares e comentou que a avaliação da operação é positiva e que sobre os confrontos, a preferência seria pela prisão dos suspeitos.

“A polícia nunca trabalha para matar, trabalha para prender, mas infelizmente eles reagiam e atiravam na polícia. A polícia teve que tomar decisões de se defender e terminou que 18 desses bandidos foram a óbito e cindo estão presos. Uma quadrilha perigosa, oriunda de São Paulo que não prosperou. Nós temos que trabalhar de forma integrada. O que eu tiro de tudo isso foi a integração dos governos, a integração da polícia na luta contra a criminalidade, defendendo nosso território, sabemos como isso aterrorizou as famílias no Vale do Araguaia”, disse.

O comandante-geral da PM, coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça relembrou o início da operação, em que integrantes da Patrulha Rural de Pium enfrentaram os criminosos.

“Em torno de oito policiais enfrentaram 20 homens armados, conseguiram quebrar a rota de fuga deles e a partir daí nós conseguimos iniciar a operação. A partir daí chamamos o reforço, fomos lá resgatar as viaturas que ficaram para trás e nesse resgate houve o primeiro confronto e a primeira morte”, disse.

O coronel também agradeceu a ação dos outros estados que ajudaram enviando homens e equipamentos e até aeronaves, que ajudaram nas buscas pelos criminosos, que chegaram a fazer reféns na zona rural de Pium e região.

“Fizemos um grande cerco com 350 homens, bloqueamos todas as possíveis rotas de fuga e impedimos que o resgate chegasse. Colocamos dentro do que denominamos de zona quente as nossas equipes especializadas. […] O Bope dos cinco estados fazia o adentramento nas matas e as demais forças iam em conjunto guarnencendo a retaguarda. Isso fez com que nós preservássemos a vida de todos os nossos policiais e tivemos sucesso”, completou.

Além dos reforços na captura dos suspeitos, o coronel Márcio Barbosa também disse que a operação possibilitou a identificação de outros crimes que não estavam relacionais ao grupo. No período foram registradas 21 ocorrências, com oito pessoas presas, dez foragidos da justiça capturados, cinco veículos apreendidos, uma arma apreendida, três ocorrências de porte de arma e drogas além de coibir um crime ambiental.

A região onde estava sendo realizado o cerco vai continuar sendo monitorada e segundo o coronel, a segunda fase da operação ainda vai contar com um efetivo na região, mas reduzido.

“Encerramos uma parte da operação, que é aquela da captura dos assaltantes que estavam na região de mata. Então a gente tem evidências de que não há mais assaltantes na região. Deixamos um efetivo reduzido para garantir a segurança da comunidade local e eliminar qualquer chance de ter algum deles lá. O serviço de inteligência também atuará de forma eficaz”, explicou. (G1TO)

Solenidade aconteceu na tarde desta quinta-feira (18) no QCG, em Palmas — Foto: Arthur Girão/g1 Tocantins

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