Projeto Energia para Crescer impulsiona Festa da Colheita do Capim-dourado

por Wenina — 14/09/2023 às 18:36 — em Cidades, Destaques

Executado por meio de parceria da Energisa com o Sebrae, o Energia para Crescer já pontua resultados positivos no desenvolvimento local das comunidades tradicionais do Jalapão, a exemplo da ampliação da Festa da Colheita e iniciativas para a preservação do capim-dourado

O ouro do Jalapão será celebrado neste final de semana em mais uma edição da Festa da Colheita do Capim-dourado. A Comunidade Quilombola do Mumbuca, localizada no município de Mateiros, se prepara para receber um grande número de visitantes na festividade que a cada ano ganha maior incentivo, sendo ampliada através de iniciativas que visam a valorização da cultura local, aliada ao desenvolvimento local. Uma dessas iniciativas é o Projeto Energia para Crescer, que é realizado pela Energisa em parceria com o Sebrae.

Há cerca de três anos o projeto vem se destacando como importante meio de desenvolvimento social, levando às comunidades tradicionais do Jalapão iniciativas que promovem a qualificação dos produtos e serviços turísticos, elevando as possibilidades para os quilombolas e turistas que visitam a região. No Quilombo Mumbuca a celebração ao capim-dourado recebe uma atenção especial do Projeto, que também é executado durante todo o ano.

A partir desta sexta-feira, 15, até o domingo, 17, a festividade será realizada com uma programação diversificada, com shows, o tradicional teatro e desfile dos quilombolas, performances artísticas com a viola de buriti, e a tradicional colheita demonstrativa na vereda, levando ao mundo a arte secular iniciada por Dona Miúda, matriarca que deu início ao artesanato.

Investimentos

Com foco em resultados positivos não só na área energética, mas também na qualidade de vida da população local, a Energisa tem executado investimentos durante todo o ano, como explica o gerente de gestão de projetos da Energisa Tocantins, Leandro Fernandes. “O projeto Energia para Crescer nos deu a oportunidade de estar presente no dia a dia da comunidade não apenas com o fornecimento de energia, mas no desenvolvimento cultural, econômico e social. Assim, a gente vai além do nosso compromisso de levar energia de qualidade, e leva também qualificação, geração de renda e proteção ambiental”, ressaltou.

De acordo com o gerente, recentemente a rede de energia da região recebeu modernização. “No âmbito da distribuição de energia, outro investimento que fizemos na região do Jalapão foi a força-tarefa para a modernização da rede. Mais de meio milhão de reais foram investidos para aprimorar o fornecimento de energia na região, garantindo uma energia ainda mais confiável e constante para os moradores e empreendedores da região, que atua com força no turismo”, disse.

O impulsionamento também passa pelo desenvolvimento através do empreendedorismo, que é resultado de ações executadas em parceria com o Sebrae, com explica a analista técnica da instituição, Admary Monteiro. “Estamos no terceiro ano com essa parceria com a Energisa na Festa da Colheita, e por meio desse projeto temos desenvolvido ações de incentivo ao empreendedorismo, melhoria no atendimento e oferta de produtos e serviços. Temos percebido que as pessoas estão despertando para empreender, temos ótimos resultados e exemplos de pessoas que estão melhorando e ampliando, sendo assim protagonistas do seu desenvolvimento sustentável”, declarou.

Além de capacitações, a estrutura da Praça de Alimentação da Festa da Colheita é disponibilizada para que os empreendedores possam comercializar produtos e alimentos. “A cada ano a procura para as vendas vem aumentando, então vemos essa movimentação, que não acontece de forma imediata, é uma mobilização com resultados a longo prazo”, frisou a analista.

Conservação do capim-dourado

Além de promover a modernização e a valorização da cultura local, a Energisa também busca garantir, por meio de parcerias, a conservação do capim-dourado, que é a principal matéria-prima para a confecção de artesanato no Jalapão, sendo uma espécie vegetal rara e que só pode ser colhida em uma época do ano.

Protegida por lei, a planta ganhou uma proteção extra em 2022, fruto de uma parceria entre a Energisa, o Ministério Público do Tocantins, o Instituto de Natureza do Tocantins – Naturatins e a Polícia Militar, que implementaram iniciativas voltadas ao monitoramento e fiscalização para coibir o manejo, a coleta e o transporte ilegal do produto.

As instituições instalaram placas de sinalização nas veredas, coibindo a colheita predatória. De acordo com a lei nº 3.594/2019, a retirada das hastes das veredas só pode ser feita com autorização emitida pelo Naturatins entre os dias 20 e 30 de setembro.

Para o diretor de relações institucionais da Energisa, Alankardek Ferreira Moreira, dentre outras atribuições, a concessionária de distribuição de energia se sente responsável por realizar um trabalho educativo em relação à preservação do capim dourado. “Ele é a principal fonte de renda da comunidade, que sobrevive, principalmente, do artesanato. Nos sentimos honramos em poder ajudar de alguma forma e ficamos felizes em saber que a instalação das placas já tem surtido efeito”, comenta o diretor.

A parceria para a execução do projeto é uma responsabilidade de entes públicos que devem se preocupar com a preservação de uma das espécies vegetais mais raras do país, como ressalta o procurador-geral Luciano Cesar Casaroti. “O capim-dourado é, ao mesmo tempo, um elemento ímpar da nossa biodiversidade, um símbolo cultural do Tocantins e uma fonte de renda para comunidades quilombolas, especialmente para grupos de mulheres. O cuidado com esse patrimônio é fundamental e precisa ser coletivo. Ministério Público, Naturatins, Energisa e Polícia Militar estão fazendo sua parte, nesse conjunto de ações que resguardam o manejo sustentável e coíbem práticas ilegais”, afirma Casaroti.

A gerente de Suporte ao Desenvolvimento Socioeconômico do Naturatins, Vanessa Braz, explica que a ação ajuda tanto a preservar quanto conservar a incidência dessas espécies. “O Tocantins é o único estado brasileiro a ter uma política específica para a coleta, manejo e transporte do capim-dourado e do Buriti, reconhecendo que o artesanato oriundo dessas espécies é um símbolo cultural e ambiental do nosso estado”, enfatiza a gerente.

Para quem vive do artesanato a preocupação em proteger as hastes é ainda maior, como pontua a presidente da Associação de Artesãos da Comunidade Mumbuca, Railane Ribeiro. “Essas placas ajudaram a proteger os campos, mostrando para as pessoas que não é todo mundo que pode colher lá. Só quem tem autorização. Ajudou também os moradores das comunidades a identificarem e fiscalizarem os campos”.

Para ela, a expectativa é que as ações de conservação do capim-dourado continuem sendo proveitosas este ano. “Ano passado, logo após a instalação das placas e o início da fiscalização que a Energisa, a Ministério Público e o Naturatins estão fazendo, conseguimos colher 90% do capim. Isso fez com que a produção de artesanato aumentasse, porque, quanto mais matéria-prima, mais artesanato”, complementa a artesã.

Compartilhe no:
MAIS NOTÍCIAS

Você pode gostar

MATEIROS: Capital do Jalapão celebra 35 anos com grande festa popular

Programação festiva reuniu multidão, atrações musicais e lideranças políticas em uma celebração...

Saiba onde e como recarregar o cartão do transporte coletivo de Palmas

Passageiros podem inserir créditos em estabelecimentos credenciados com maquininhas, terminais de autoatendimento...