Saiba sobre o caso da criança encontrada morta dentro de casa em Palmas

por Jornal Folha do Jalapao — 05/08/2026 às 14:13 — em Cidades

Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual, com lesões em diferentes partes do corpo. Polícia investiga as circunstâncias da morte.

O menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi encontrado morto dentro de uma casa após ter ido passar o fim de semana com o pai, em Palmas. Os pais do menino não moravam juntos e viviam disputas judiciais.

O Instituto Médico Legal (IML) concluiu que a criança morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual, com lesões em diferentes partes do corpo. A Polícia Civil busca esclarecer as circunstâncias da morte e apura a possível participação do pai, que sustenta a versão de que o filho morreu após começar a se afogar na piscina da casa.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo em que o menino chora e se nega a ir para a casa do pai. Veja abaixo o que se sabe sobre o caso.

O que aponta o laudo do IML sobre a causa da morte?

A morte foi constatada na segunda-feira (3). Um documento afirma que o menino sofreu violência sexual e que a morte ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”. O documento descreve lesões em diferentes partes do corpo, além de apontar hemorragia interna e laceração intestinal.

As conclusões reforçam o que havia sido antecipado pelo diretor do IML, Eduardo Godinho, em entrevista à TV Anhanguera. Segundo o médico legista, a criança sofreu hemorragia interna e apresentava marcas de agressões pela face e laceração intestinal.

Exames complementares para pesquisa de sêmen, álcool e drogas foram solicitados e serão incorporados posteriormente à investigação conduzida pela Polícia Civil.

Houve sinais de afogamento na criança?

De acordo com o IML, os exames não identificaram indícios de afogamento. Em entrevista à TV Anhanguera, o diretor do IML, Eduardo Godinho, informou que as lesões observadas na face e internamente no intestino indicam outro tipo de trauma associado à morte da criança.

O que mostra o vídeo gravado antes da morte?

As imagens gravadas pela mãe, antes de Gustavo ser levado para passar o fim de semana com o pai, mostram o menino chorando e se recusando a ir. Ao ser questionado pela mãe sobre o motivo, o menino responde: “Porque ele me bate”.

O vídeo passou a integrar o contexto analisado pelos investigadores.

Porque a mãe levou a criança?

Advogados de Sabrina da Silva Feitosa, mãe do menino, informaram à TV Anhanguera que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.

“Ela já havia me reportado diversas situações em que a criança chegava machucada das visitas. No entanto, o medo e o temor dela pela própria vida e pela vida do filho, da família, em relação a ele, em virtude das ameaças, impedia ela de nos permitir que tomássemos providências mais drásticas em relação a isso no momento”, disse a advogada Stella Bueno.

O que diz a defesa do pai?

A defesa de Igor Gustavo afirma que o menino se afogou no domingo (2) na piscina de casa, mas foi socorrido pelo pai e colocado para dormir. Na manhã de segunda-feira (3), ele teria encontrado a criança sem sinais vitais.

A defesa alega que, abalado e desorientado, o pai deixou a residência, mas depois se apresentou espontaneamente à delegacia, comunicou o ocorrido, prestou esclarecimentos e entregou as chaves da casa para os trabalhos da polícia e da perícia.

Ainda na segunda-feira, o pai foi ouvido e liberado pela Polícia Civil.

O pai da criança é investigado?

Sim. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte e investiga a possível participação do pai. Segundo o delegado responsável pelo caso, existem indícios que colocam em dúvida a versão inicial apresentada, mas a definição sobre autoria e eventual homicídio depende da conclusão das investigações e dos laudos complementares.

Quais são os próximos passos da investigação?

A Polícia Civil aguarda a conclusão de exames complementares, incluindo análises para pesquisa de sêmen, álcool e drogas. Testemunhas e familiares também estão sendo ouvidos. As informações serão incorporadas ao inquérito conduzido pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas.

Fonte: G1-TO

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