Saúde de Rio Sono alerta estudantes sobre gravidez na adolescência

por Wenina — 28/02/2023 às 14:03 — em Cidades, Destaques

Os alunos da Escola Estadual receberam orientações sobre os riscos da gravidez indesejada, além das formas de prevenção e doenças sexualmente transmissíveis

Pensando em alertar os jovens quanto à gravidez na adolescência, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Sono realizou nesta terça-feira, 28, palestras sobre o tema no Colégio Estadual Rio Sono. A equipe esteve no local orientando aos alunos do 8º ano ao ensino médio sobre os riscos de uma gestação indesejada nesta fase da vida, além das consequências físicas e emocionais.

O médico Dr. Maurício Martins falou aos estudantes sobre todos os passos da gravidez, desde o ciclo menstrual da mulher até a fecundação. O profissional também abordou as doenças sexualmente transmissíveis, e como elas podem afetar a vida e a saúde. As palestras ocorrem nos turnos da manhã e tarde, salientando também os métodos contraceptivos que podem ser utilizados.

Os estudantes puderam tirar dúvidas, em uma roda de conversa, sanando eventuais questionamentos sobre o tema, que ainda é considerado tabu em muitas famílias. O momento foi acompanhado pela psicóloga Janaina Martins e enfermeira Lôrrany Silva.

“Nosso intuito é levar a prevenção da gravidez na adolescência, que acarreta problemas na vida do estudante, no desenvolvimento do corpo e possíveis problemas ao bebê. É um momento interativo em que todos podem sanar as dúvidas, pois nessa faixa etária os adolescentes têm bastante questionamento e nem sempre há um bom diálogo dentro da casa”, frisou Lôrrany.

Dados do Ministério da Saúde


A taxa de gestação na adolescência no Brasil é alta, com 400 mil casos/ano. Quanto à faixa etária, os dados revelam que em 2014 nasceram 28.244 filhos de meninas entre 10 e 14 anos e 534.364 crianças de mães com idade entre 15 e 19 anos. Esses dados são significativos e requerem medidas urgentes.


Diversos fatores concorrem para a gestação na adolescência. No entanto, a desinformação sobre sexualidade e direitos sexuais e reprodutivos é o principal motivo. Questões emocionais, psicossociais e contextuais também contribuem, inclusive para a falta de acesso à proteção social e ao sistema de saúde, englobando o uso inadequado de contraceptivos.

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