Tocantins tem aumento de 13,5% no número de assassinatos em 2022

por Wenina — 01/03/2023 às 10:58 — em Estado

Estado está na contramão do país, que registrou uma queda de 1% na quantidade de mortes violentas. Tocantins ficou em 9º lugar entre estados com maiores índices de mortes a cada 100 mil habitantes.

O Tocantins teve um aumento 13,5% no número de assassinatos entre 2021 e 2022, saltando de 386 para 438 casos no ano – são contabilizados homicídios, feminicídios e latrocínios. Os dados são do índice nacional de homicídios criado pelo, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. O estado está contramão do país, que registrou uma queda de 1% na quantidade de mortes violentas.

O total no Brasil ainda é elevado, mas atingiu o menor número da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que coleta os dados desde 2007, e do Monitor da Violência, que coleta desde 2018. Foram 40,8 mil mortes violentas no país ao longo de 2022.

O Tocantins, assim como outros 13 estados brasileiros, vem registrando aumento no número de assassinatos. Os 438 homicídios registrados em 2022 representam um percentual de 27.2 mortes a cada 100 mil habitantes, que deixa o estado em 9º lugar entre estados com maiores índices proporcionais.

Em 2023 a tendência continua sendo de alta, pois apenas entre 1º de janeiro e 28 de fevereiro foram 79 mortes em todo estado, segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). No mesmo período do ano passado tinham sido 60 mortes.

Palmas, por exemplo, vem passando por uma onda de assassinatos com 34 vítimas apenas no mês de fevereiro. Em uma única noite foram quatro mortes. Muitos casos são apontados pela polícia como crimes relacionados à disputa entre facções e ao tráfico de drogas.

O professor Igor de Andrade Barbosa, especialista em direito penal e segurança pública ouvido pelo g1, também diz que o aumento nas mortes violentas está relacionado ao crime organizado. Mas, explica que não basta investimento em políticas criminais e de segurança pública para reverter essa situação.

“Como nós sabemos o crime deve ser combatido na origem. Na ausência do Estado cria-se um terreno livre para que o poder paralelo atue. É muito importante que o Estado tenha essa preocupação. Não se combate ao crime apenas com política criminal e segurança pública. O crime deve ser combatido com inclusão social. É muito importante que o Estado se faça presente com políticas públicas ligadas ao esporte, cultura e educação”, disse.

Diante de tantos homicídios as forças de segurança anunciaram medidas para tentar combater a criminalidade na capital. Entre as ações estão operações com reforço no policiamento e no monitoramento dos presos que estão cumprido pena com tornozeleira eletrônica.

Na semana passada, o delegado de homicídios de Palmas, Israel Andrade, afirmou que apesar do alto número de homicídios a polícia tem conseguido também um alto nível de resoluções dos casos.

A repressão ao crime organizado, conforme o especialista, deve ser feita com trabalho policial inteligente, utilizando instrumentos e mecanismos que antecipem e sufoquem as organizações criminosas.

“Em resumo é muito importante investir em inteligência policial, aquela atuação preventiva que desarticula, evita a prática do crime e sufoca o grupo criminoso patrimonialmente”, disse Igor Andrade.

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