Vicentinho contesta pesquisas, nega divisão no grupo e critica Dorinha

por Jornal Folha do Jalapao — 05/10/2026 às 19:24 — em Eleições

Em coletiva, Vicentinho questionou os cargos federais ligados à adversária Professora Dorinha e provocou: “Já devolveu os cargos no Estado do governo Lula?”

Em sua primeira coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 5, o candidato ao governo do estado Vicentinho Júnior (PSDB), que agora disputa o 2º turno, chegou acompanhado de novos apoios, como o da vereadora de Palmas Professora Iolanda Castro (Republicanos), do candidato que disputou uma vaga na Câmara Federal pelo PSB Fred Lustosa e do candidato ao Senado que concorreu em sua chapa Vanderlei Luxemburgo (Podemos), além do deputado estadual reeleito com base muito fortalecida no município de Paraíso Dr. Danilo Alencar (MDB).

Durante a coletiva, somaram-se ao apoio de Vicentinho mais oito vereadores do município de Gurupi. Após o resultado do primeiro turno das eleições, o candidato fez duras críticas à condução da campanha adversária, questionou as pesquisas eleitorais do primeiro turno e apresentou a estratégia da sua candidatura para os próximos dias do pleito rumo ao Palácio Araguaia. Vicentinho obteve nas urnas quase 370 mil votos que o conduziram ao segundo turno, ficando a menos de 14 mil votos de diferença da candidata da base governista e sucessora de Wanderlei Barbosa (Republicanos), Professora Dorinha (União).

O candidato abriu a conversa agradecendo a votação expressiva e pontuando que o momento exige união e clareza para a base aliada ampliar os votos do primeiro turno. “Não sou candidato para ficar levantando muros e queimando pontes; nosso projeto tenta unir pessoas e sentimentos para mostrar a verdade. Vamos ser justos com a verdade nesse segundo turno!”, declarou.

Críticas às pesquisas e ao uso da máquina pública

O candidato subiu o tom sobre a condução do processo eleitoral e sobre os institutos de pesquisa. Questionando o que chamou de “indústria das pesquisas eleitorais”, Vicente Jr. lembrou que a diferença real nas urnas foi de apenas 1,54%, em contrapartida às projeções que davam ampla vantagem a Dorinha nas pesquisas. O candidato também denunciou o uso da máquina pública estadual na disputa. Segundo ele, há uma pressão velada sobre contratos do estado e uma narrativa falsa de que ele demitirá servidores contratados caso seja eleito. Em resposta, anunciou que fará uma auditoria nas contas públicas para “lavar os tapetes da sujeirada que está sendo jogada para debaixo do tapete” na atual gestão, e afirmou que “dinheiro tem, falta gestão”.

Eleições presidenciais e alianças

A agenda política do candidato passa pela premissa de “um estado pequeno, que caiba no bolso do eleitor”. Cercado por apoios significativos e com forte expressão eleitoral, sobretudo na região norte do estado, como o do senador eleito Alexandre Guimarães (MDB) , Vicente Jr. negou ligações recentes com nomes que disputaram o Senado na chapa adversária, a exemplo de Carlos Gaguim e Eli Borges, mas enfatizou que está aberto para somar novos apoios e que buscará o diálogo com lideranças como Laurez Moreira (PSD).

Por outro lado, apontou contradições em um possível “apoio por conveniência” de Dorinha a Flávio Bolsonaro (PL) neste segundo turno na disputa presidencial. Vicentinho direcionou os questionamentos diretos à campanha adversária, cobrando coerência sobre cargos federais e a postura de isonomia adotada pela candidata no primeiro turno. “Não componho o Governo Federal, por opção. […] A Dorinha já devolveu os cargos dela do governo Lula no estado?”, perguntou.

Além disso, abordou temas sensíveis do debate nacional, criticando a polarização no pleito eleitoral que, segundo ele, é o sintoma da crescente abstenção na participação popular nas eleições. Apesar de ter declarado voto em Flávio Bolsonaro (PL), não confirmou se fará campanha para ele neste segundo turno. Garantiu que está focando suas energias no eleitorado tocantinense e que suas pautas e compromissos com o Tocantins estão acima de rótulos partidários e ideologias, embora tenha chegado a defender a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) frente à pandemia de Covid-19, entre os anos de 2020 e 2021.

Mirando a transição de governos

O candidato encerrou a coletiva com um aceno de governabilidade para todos os campos políticos, independentemente de estarem na sua base de apoio neste pleito ou não, incluindo prefeitos, vereadores e deputados da base adversária, além dos servidores públicos (concursados e contratados), que, segundo ele, têm sido alvo de um ambiente de medo criado pela campanha adversária em relação a possíveis demissões em massa de contratados caso ele seja eleito. “Quero ser um governador para trazer paz, mas antes, lavar os tapetes“, afirmou, mirando os próximos 20 dias decisivos que definirão o pleito no Tocantins. (T1 Noticias)

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