Tocantins - 06/05/2021 - 19:39

Fiocruz faz entrega do primeiro lote de vacinas contra a Covid-19: 500 mil doses

Postado em 18/03/2021

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A Fiocruz promoveu, na manhã desta quarta-feira (17/3), uma cerimônia para marcar a entrega ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS) do primeiro lote de vacinas Covid-19 produzidas na instituição. O evento, no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, contou com a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, do presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e que tomará posse em breve como novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, da presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, e outras autoridades. A Fundação entregou 500 mil doses e, até sexta-feira (19/3), entregará outras 580 mil.

Com o registro definitivo, concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de março, a Fiocruz passou a ser a detentora do primeiro registro de uma vacina Covid-19 produzida no país. Em entrevista coletiva após a saída do primeiro caminhão com lotes da vacina, Queiroga disse que o distanciamento social e a melhora no atendimento hospitalar, aliados à vacinação em massa e o respeito aos protocolos, como o uso de máscaras, contribuirão decisivamente para o controle da pandemia e a diminuição do número de mortes e internações. Ele ressaltou que conta com a força da Fiocruz para vencer a pandemia. Pazuello afirmou que o país “sangrou” devido aos atrasos com a produção da vacina e que até julho o país terá imunizado metade de sua população vacinável e a outra metade até o fim do ano.

A presidente Nísia Trindade Lima disse que a entrega das primeiras doses fabricadas na Fiocruz “é um marco para o país começar a superar a grave crise sanitária, econômica, social e humanitária que vive”. Segundo a dirigente, “a vacina é um dos principais instrumentos para virarmos esta página. Em breve daremos outro passo importante, o da fabricação do insumo na Fiocruz e então poderemos ampliar o fluxo de entregas ao Ministério da Saúde. Tudo fruto de um trabalho coletivo, com a parceria internacional de Oxford, da Astra/Zeneca e do Instituto Serum. E que mostra, mais uma vez, a importância de o país contar com laboratórios públicos como a Fiocruz e o Butantan”.

Ela agradeceu o empenho dos trabalhadores da Fundação, em especial os do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), unidade que produz o imunizante. Nísia também destacou a dedicação dos vice-presidentes de Produção e Inovação em Saúde, Marco Aurélio Krieger, e de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira, ao esforço que permite à Fiocruz produzir a vacina.

O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, disse que até o fim do mês a Fiocruz deverá entregar cerca de 6 milhões de doses por semana, até atingir o total de 100,4 milhões previstas no contrato com a Astra/Zeneca, cujo cronograma seguirá até julho. “A partir da produção local do  [Ingrediente Farmacêutico Ativo] IFA, uma tecnologia altamente complexa, vamos ganhar em celeridade. É um orgulho participar desta história”.

Marcelo Queiroga, acompanhando o ministro Pazuello, afirmou que o Brasil é conhecido por sua grande capacidade de vacinação e que a imunização conterá a pandemia, a partir da redução da circulação do vírus. “O Complexo Econômico e Industrial da Saúde vai nos garantir autonomia para a produção da vacina neste ano e nos próximos, pois o vírus veio para ficar. A Fiocruz é uma instituição de alto nível do Estado brasileiro, herdeira dos grandes feitos de Oswaldo Cruz e Carlos Chagas, que no passado combateram epidemias, e promotora da ciência e da vida. É o serviço público dando respostas à população e atendendo às demandas do [Sistema Único de Saúde] SUS”.

Queiroga adiantou que pretende unificar protocolos do tratamento hospitalar para pacientes de Covid-19. “É fundamental que a conduta assistencial no país como um todo seja homogênea. Precisamos ter protocolos uniformizados de assistência nas UTIs e transferir a expertise que se encontra nos grandes centros para as unidades de terapia intensiva que estão nas cidades mais distantes, nos estados menores. O paciente precisa de um atendimento mais rápido”, pontuou. (Com informação da Agencia.fiocruz.br)

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